
As cuidotecas vão chegar a 62 universidades federais de 26 unidades da Federação, com R$ 500 mil para cada instituição contemplada, segundo anúncio do Ministério da Educação em 14 de outubro de 2026. Os espaços gratuitos atenderão crianças de 3 a 12 anos, com e sem deficiência, no período noturno, enquanto os responsáveis estudam, trabalham ou fazem qualificação profissional.
Verba cobre equipe, alimentação e manutenção
Cada universidade contemplada receberá R$ 500 mil para implantar a cuidoteca e custear o funcionamento durante 12 meses, conforme o comunicado do Ministério da Educação. O dinheiro pode pagar equipes, mobiliário, materiais, acessibilidade, alimentação e manutenção. Em troca, cada instituição precisa oferecer um espaço físico adequado, e a situação de cada proposta será informada só pelo Sistema Eletrônico de Informações, o SEI.
A ação reúne o MEC, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e o Ministério das Mulheres. O comunicado oficial não traz a lista das 62 universidades. Na chamada UniCuidotecas, aberta em julho, o MEC previa selecionar até 50 instituições, com inscrições encerradas em 1º de agosto de 2026, segundo a Agência Brasil. O texto de outubro amplia esse número.
Cada universidade contemplada receberá R$ 500 mil para a implantação e o custeio da cuidoteca durante 12 meses.
Lei 15.069 trata o cuidado como direito
A ampliação integra o Plano Nacional de Cuidados Brasil que Cuida, instrumento da Política Nacional de Cuidados criada pela Lei nº 15.069, de 23 de dezembro de 2024. Segundo a revista Crescer, a lei reconhece o cuidado como direito e prevê que as necessidades de quem recebe e de quem presta cuidados entrem nas políticas públicas, com divisão mais equilibrada entre famílias, Estado, comunidade e setor privado.
O comunicado do MEC cita como objetivos dividir a responsabilidade do cuidado entre Estado e famílias, favorecer a permanência estudantil e reduzir a sobrecarga do cuidado não remunerado, que recai sobre as mulheres mais jovens. Durante o acolhimento, as crianças terão atividades lúdicas e recreativas, além de cuidados básicos. A Crescer lista as atividades previstas nos espaços:
- Brincadeiras e jogos
- Leitura e contação de histórias
- Oficinas de artes
- Cuidados com alimentação, higiene e descanso
Serviço atende filhos de estudantes e servidores
Podem usar as cuidotecas os filhos de estudantes, docentes, técnicos-administrativos e trabalhadores terceirizados das universidades, e há possibilidade de vagas para a comunidade em geral. A primeira cuidoteca do país foi inaugurada em 24 de março de 2025, na Universidade Federal Fluminense, em Niterói (RJ), como projeto-piloto com o MDS. Em maio de 2026, segundo a Crescer, o governo anunciou 295 cuidotecas em 204 municípios.
Para acompanhar: A situação de cada proposta será comunicada às universidades pelo SEI, e os anúncios oficiais do programa ficam no portal do Ministério da Educação. Acompanhe também as notícias de direitos e benefícios.
Perguntas Frequentes
O que são as cuidotecas anunciadas pelo MEC para as universidades federais?
As cuidotecas são espaços públicos e gratuitos de acolhimento para crianças de 3 a 12 anos, com e sem deficiência, que funcionam no período noturno. Segundo o Ministério da Educação, o serviço vale para filhos de quem estuda, trabalha ou faz qualificação profissional nas universidades, com atividades de leitura, jogos e oficinas de artes.
Quanto cada universidade recebe para manter as cuidotecas funcionando?
As cuidotecas recebem R$ 500 mil por universidade contemplada, valor que cobre a implantação e o custeio durante 12 meses. Segundo o MEC, a verba pode pagar equipes, mobiliário, materiais, acessibilidade, alimentação e manutenção, e cada instituição precisa oferecer o espaço físico adequado para receber as crianças.
Quem pode deixar os filhos nas cuidotecas das universidades federais?
As cuidotecas atendem filhos de estudantes, docentes, técnicos-administrativos e trabalhadores terceirizados das 62 universidades federais incluídas na ampliação. O Ministério da Educação informa que também pode haver vagas para a comunidade em geral. A lista das universidades não aparece no comunicado oficial publicado em 14 de outubro de 2026.