Maternidade, gravidez e bebê: informação para cada passo

Nenhuma Criança Sem Bola: PL 2505/26 prevê kits esportivos

O deputado Duda Ramos propõe distribuir material esportivo de graça a meninos e meninas de baixa renda, com prioridade para inscritos no Cadastro Único. O texto aguarda parecer do relator Bandeira de Mello na Comissão de Esporte da Câmara.
Pasta azul de documentos, caneta, xícara de café, chupeta e sapatinhos de tricô de bebê sobre mesa de madeira
Imagem ilustrativa: documentos e sapatinhos de bebê. Cada Passo Importa.
Marianna DantasPor Marianna Dantas|Publicado em 14 de outubro de 2026|3 min de leitura
Pasta azul de documentos, caneta, xícara de café, chupeta e sapatinhos de tricô de bebê sobre mesa de madeira

O Programa Nenhuma Criança Sem Bola prevê a distribuição gratuita de bolas, chuteiras, uniformes e meiões a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. A proposta está no Projeto de Lei 2505/26, apresentado em 20 de maio de 2026, e aguarda parecer na Comissão de Esporte da Câmara dos Deputados.

Cadastro Único e rede pública terão prioridade

Apresentado pelo deputado Duda Ramos (Pode-RR), o texto lista oito grupos com prioridade no programa. Entre eles estão crianças e adolescentes inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, estudantes da rede pública e moradores de periferias urbanas. A relação inclui ainda crianças de áreas rurais, comunidades indígenas, quilombolas e tradicionais e localidades da Amazônia Legal.

O projeto na Câmara dos Deputados também prioriza, no artigo 4º, crianças acompanhadas pela assistência social e regiões com baixa oferta de equipamentos esportivos. Além do material, o programa poderia apoiar escolinhas comunitárias, projetos gratuitos, campeonatos de bairro e atividades em escolas públicas. Na justificativa, o autor diz que o futebol faz parte da identidade cultural brasileira e resume a ideia central da proposta.

“nenhuma criança deveria ficar fora do esporte por não ter uma bola ou uma chuteira”

Coletes, kits e parcerias entram no texto

O artigo 3º do projeto detalha o que poderia ser distribuído de graça. Além de bolas, chuteiras, uniformes e meiões, a lista inclui coletes esportivos, kits simplificados de treinamento e outros equipamentos definidos em regulamento. O texto também coloca a inclusão de meninas e adolescentes do sexo feminino entre as prioridades e permite parcerias com estados, municípios, escolas, universidades e organizações sem fins lucrativos.

Para medir os resultados, o artigo 10 manda o Poder Executivo criar um sistema simplificado de monitoramento do programa. O projeto não fixa valor nem fonte específica de recursos: as despesas correriam por dotações orçamentárias próprias, com possibilidade de usar verbas vinculadas a esporte, educação, assistência social, infância e juventude. A regulamentação do programa também ficaria a cargo do Poder Executivo.

  • Municípios atendidos
  • Crianças e adolescentes beneficiados
  • Kits esportivos distribuídos
  • Regiões prioritárias contempladas
  • Participação de escolas públicas e projetos comunitários

Projeto passa por quatro comissões antes do Senado

O texto tramita em caráter conclusivo nas comissões de Esporte; de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. O relator na primeira delas é o deputado Bandeira de Mello (PV-RJ), e o prazo de emendas terminou em 1º de setembro de 2026 sem sugestões. Para virar lei, o projeto precisa passar também pelo Senado.

Para acompanhar: A próxima etapa é o parecer do relator na Comissão de Esporte, que fica registrado na ficha de tramitação do PL 2505/26 no portal da Câmara. Acompanhe também as notícias de direitos e benefícios.

Perguntas Frequentes

O que o programa Nenhuma Criança Sem Bola prevê distribuir às crianças?

O programa Nenhuma Criança Sem Bola prevê a distribuição gratuita de bolas, chuteiras, uniformes, meiões, coletes esportivos, kits simplificados de treinamento e outros equipamentos definidos em regulamento. O público são crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. A proposta está no PL 2505/26 e ainda não virou lei.

Quem terá prioridade no programa Nenhuma Criança Sem Bola, segundo o projeto?

O programa Nenhuma Criança Sem Bola prioriza inscritos no Cadastro Único, estudantes da rede pública, moradores de periferias urbanas e de áreas rurais, comunidades indígenas, quilombolas e tradicionais, localidades da Amazônia Legal, crianças acompanhadas pela assistência social e regiões com pouca oferta de equipamentos esportivos.

Quando o programa Nenhuma Criança Sem Bola pode começar a funcionar?

O programa Nenhuma Criança Sem Bola só existe se o PL 2505/26 for aprovado nas comissões da Câmara e no Senado e virar lei. Depois disso, o Poder Executivo ainda precisa regulamentar o programa. Em 14 de outubro de 2026, o texto aguardava parecer na Comissão de Esporte.

Compartilhe este conteúdo

Quem escreveu
Marianna Dantas é mãe e criadora do Cada Passo Importa, blog que nasceu para deixar os primeiros meses de maternidade menos assustadores. Aqui ela reúne o que aprendeu na prática do dia a dia com o que pesquisa a fundo antes de escrever. Todo guia de saúde e cuidados do site é produzido com base em fontes oficiais, como a Sociedade Brasileira de Pediatria e o Ministério da Saúde, e traz os links dessas fontes para você mesma conferir. É um conteúdo informativo, organizado com cuidado para o seu dia a dia, que não substitui a consulta com o pediatra, o profissional que conhece o histórico do seu bebê. A meta de cada texto é simples: te dar mais segurança e clareza em cada fase.

Continue lendo

Mãe trabalha no notebook em casa com o bebê no colo
Direitos e Benefícios
A deputada Fernanda Pessoa quer tirar o limite anual do abatimento de gastos escolares de dependentes com Transtorno do Espectro Autista. Pela regra vigente, o teto por pessoa é de R$ 3.561,50, e a proposta aguarda parecer na primeira de três comissões.
14/10/2026
Gestante de blazer azul em pé ao lado da mesa de trabalho em um escritório
Direitos e Benefícios
A 13ª Turma do tribunal trabalhista de São Paulo confirmou a reparação de R$ 15 mil a uma candidata que passou por exame gestacional antes de ser admitida em navio. A corte noticiou o caso em 28 de setembro de 2026.
13/10/2026
Pasta azul de documentos, caneta, xícara de café, chupeta e sapatinhos de tricô de bebê sobre mesa de madeira
Direitos e Benefícios
Uma proposta do deputado Beto Preto, do PSD do Paraná, deixa a remuneração do adolescente contratado como aprendiz fora da conta que define quem recebe o benefício. A matéria passa por quatro comissões da Câmara dos Deputados.
13/10/2026