Maternidade, gravidez e bebê: informação para cada passo

Neurodivergentes: PL 3267/26 prevê política e fundo nacional

Apresentada pelo deputado Josivaldo JP em junho de 2026, a proposta cria o Funadinca para financiar diagnóstico, terapias e inclusão escolar de quem tem TEA, TDAH ou dislexia. Ao menos 60% do dinheiro iria a famílias pobres inscritas no CadÚnico.
Criança monta blocos sensoriais coloridos em mesa de sala inclusiva, tema do PL 3267/26 sobre neurodivergentes
O PL 3267/26 prevê fundo nacional para atendimento e inclusão escolar de crianças e adolescentes neurodivergentes.

O Projeto de Lei 3267/26 prevê uma política nacional para crianças e adolescentes neurodivergentes e reserva pelo menos 60% de um novo fundo a famílias do Cadastro Único com renda por pessoa de até meio salário mínimo. O texto foi apresentado em 23 de junho de 2026, está em análise na Câmara dos Deputados e ainda não vale como lei.

Fundo prioriza famílias do Cadastro Único

Apresentado pelo deputado Josivaldo JP (União-MA), o projeto cria o Fundo Nacional de Apoio ao Desenvolvimento Integral de Crianças e Adolescentes Neurodivergentes, chamado de Funadinca. O dinheiro iria para centros de atendimento multiprofissional, mutirões de diagnóstico, terapias, serviços itinerantes, capacitação de profissionais e adaptação de escolas e unidades de saúde. As fontes previstas incluem orçamento da União, emendas parlamentares, transferências de governos, doações e convênios.

Segundo a Agência Câmara, o PL 3267/26 na Câmara destina ao menos 60% dos recursos anuais a crianças de famílias inscritas no CadÚnico com renda mensal por pessoa de até meio salário mínimo. Dentro desse grupo, a prioridade vai para famílias em pobreza ou extrema pobreza. A falta de inscrição não poderá impedir atendimento emergencial, diagnóstico inicial, acolhimento ou orientação familiar, regra que o autor explicou à Agência Câmara.

“O texto evita que a ausência de documentação seja barreira para o primeiro atendimento”

Definição inclui autismo, TDAH e dislexia

O texto considera neurodivergentes as crianças e os adolescentes com funcionamento neurológico, cognitivo, comportamental ou de aprendizagem diferente do padrão majoritário. Entre os objetivos da política estão ampliar o acesso ao diagnóstico e às terapias, estimular a identificação precoce de sinais de neurodiversidade e fortalecer a rede pública de atendimento, com apoio psicossocial às famílias e aos cuidadores e formação de profissionais.

Os recursos poderiam ser repassados a estados, ao Distrito Federal, a municípios, a consórcios públicos e a entidades privadas sem fins lucrativos. Cada plano de trabalho teria de apresentar metas, critérios de seleção e indicadores como tempo de espera e número de atendimentos. O projeto cria ainda um comitê nacional com governo e sociedade civil e obriga o Poder Executivo a publicar relatórios semestrais sobre repasses e resultados.

  • Transtorno do espectro autista (TEA)
  • Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH)
  • Dislexia
  • Discalculia
  • Dispraxia
  • Altas habilidades ou superdotação

Cinco comissões analisam a proposta

O projeto tramita em caráter conclusivo e passa pelas comissões de Saúde; de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Em 24 de outubro de 2026, a ficha registrava a espera pela designação de relator na Comissão de Saúde. Para virar lei, o texto precisa passar também pelo Senado.

Para acompanhar: A designação do relator na Comissão de Saúde e os pareceres seguintes ficam registrados na ficha de tramitação do PL 3267/26 no portal da Câmara. Acompanhe também as notícias de direitos e benefícios.

Perguntas Frequentes

O que o PL 3267/26 prevê para crianças e adolescentes neurodivergentes?

O PL 3267/26 prevê uma Política Nacional de Apoio ao Desenvolvimento Integral de Crianças e Adolescentes Neurodivergentes e um fundo nacional, o Funadinca. O dinheiro financiaria centros multiprofissionais, mutirões de diagnóstico, terapias, serviços itinerantes, formação de profissionais e adaptação de escolas e unidades de saúde. O texto ainda está em análise na Câmara dos Deputados.

Quem terá prioridade nos recursos do fundo previsto no PL 3267/26?

O PL 3267/26 reserva pelo menos 60% dos recursos anuais do fundo a crianças e adolescentes de famílias inscritas no CadÚnico com renda mensal por pessoa de até meio salário mínimo. Dentro desse grupo, a prioridade vai para famílias em situação de pobreza ou extrema pobreza que recebem transferência de renda.

Quando o PL 3267/26 sobre neurodivergentes pode virar lei no Brasil?

O PL 3267/26 só vira lei depois de aprovado nas cinco comissões da Câmara, que analisam o texto em caráter conclusivo, e também pelo Senado. Em 24 de outubro de 2026, o projeto aguardava a designação de relator na Comissão de Saúde, a primeira comissão da lista de tramitação.

Compartilhe este conteúdo

Quem escreveu
Faz parte da redação do Cada Passo Importa.

Continue lendo

Pastas, ursinho de pelúcia e tênis infantil sobre mesa de escritório, tema do cadastro nacional de órfãos do PL 3153/26
Direitos e Benefícios
A deputada Laura Carneiro apresentou em junho de 2026 um sistema para mapear meninos e meninas que perderam pai, mãe ou ambos. Os dados dariam prioridade em vagas de creche, escola e programas sociais, segundo a Agência Câmara.
24/10/2026
Avó caminha de mãos dadas com o neto de mochila em rua residencial, tema do PL 3089/26 sobre família extensa
Direitos e Benefícios
A deputada Laura Carneiro apresentou em junho de 2026 um programa para parentes que recebem crianças afastadas dos pais. O município poderia pagar ajuda por criança, com acréscimo de pelo menos um terço quando houver deficiência comprovada.
24/10/2026
Pasta azul de documentos, caneta, xícara de café, chupeta e sapatinhos de tricô de bebê sobre mesa de madeira
Direitos e Benefícios
O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social antecipou a folha de outubro e paga oito finais do NIS numa só data, 21 de outubro de 2026. A regra se repete em novembro e dezembro, e 225 municípios em emergência receberam tudo em 19 de outubro.
19/10/2026