Um reforço importante contra meningite e outras infecções graves pode entrar em breve no calendário nacional de imunizações. O Ministério da Saúde abriu consulta pública para avaliar a inclusão de três novas vacinas pneumocócicas conjugadas — VPC13, VPC15 e VPC20 — no Programa Nacional de Imunizações (PNI). A sociedade tem até a próxima terça-feira (11) para enviar sugestões.
A decisão chega num momento de alerta: a Baixada Santista soma 44 casos de meningite e sete mortes neste ano. Entre os registros, está o de uma criança de 2 anos internada na Praia Grande, com diagnóstico confirmado de meningite causada pela bactéria Streptococcus pneumoniae. Em todo o país, o Ministério da Saúde estima 57.716 ocorrências anuais de Doença Pneumocócica e 701 óbitos ligados à bactéria.
Consulta pública: o que está em jogo
No Sistema Único de Saúde já existem três vacinas pneumocócicas, mas o governo quer ampliar a cobertura de sorotipos da bactéria, sobretudo para crianças de até cinco anos. A VPC13 (Prevenar 13), VPC15 (Vaxneuvance) e VPC20 (Prevenar 20) protegem contra mais cepas, incluindo os sorotipos 3, 6A e 19A, associados a quadros severos de pneumonia, otite média e meningite.
Em 4 de setembro, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) recomendou, de forma preliminar, não atualizar o esquema de vacinação por impacto financeiro. Mesmo assim, o Ministério da Saúde decidiu ouvir a população antes de bater o martelo. Qualquer pessoa pode acessar a consulta pública, preencher o formulário on-line e opinar sobre a incorporação dos imunizantes.
Doença Pneumocócica: transmissão e formas de apresentação
A Doença Pneumocócica engloba infecções causadas pelo Streptococcus pneumoniae, espalhadas principalmente por secreções respiratórias — saliva, tosse ou espirro. Essa bactéria pode acometer diferentes partes do corpo e se manifesta de duas maneiras:
Imagem: Internet
- Forma invasiva: meningite, pneumonia e sepse.
- Forma não invasiva: otite média, sinusite, bronquite e conjuntivite.
Principais sintomas
Os sinais clínicos variam segundo o tipo de infecção, mas podem envolver febre, mal-estar, vômitos, dor de cabeça, rigidez de pescoço, fotofobia e fonofobia. O diagnóstico definitivo depende de exames laboratoriais e de imagem.
O calendário vacinal segue como principal recurso para reduzir casos e mortes. Quem quiser contribuir com a decisão sobre a inclusão das novas vacinas tem até 11 de julho para participar da consulta pública no site do Ministério da Saúde gov.br/saude. Fique de olho nas atualizações e acompanhe nossos próximos conteúdos sobre saúde e bem-estar.
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