Na infância, consultas frequentes ao pediatra e idas regulares ao posto de saúde garantem que a carteirinha de vacinação esteja sempre atualizada. Quando chega a adolescência, porém, muitas famílias relaxam a rotina de cuidados e o documento acaba esquecido em alguma gaveta. Esse hiato faz a cobertura vacinal despencar justamente numa fase em que o corpo ainda precisa de proteção extra.
A hebiatra Jadiânia Pedrosa, de Salvador (BA), reforça que o Programa Nacional de Imunização (PNI) mantém recomendações específicas para pré-adolescentes e adolescentes. “Como deixam de frequentar consultas de rotina, a verificação das doses obrigatórias fica comprometida”, aponta a médica.
Calendário oficial entre 9 e 14 anos
O PNI determina três aplicações-chave para essa faixa etária:
- HPV quadrivalente: uma dose única entre 9 e 14 anos;
- Meningocócica ACWY: uma dose única dos 11 aos 14 anos;
- Dupla bacteriana adulta (difteria e tétano): reforço dez anos após a última aplicação.
Revisão da caderneta evita falhas
Além das doses agendadas para a adolescência, é essencial conferir se o jovem recebeu corretamente outras vacinas durante a infância. A lista inclui:
Imagem: Internet
Doses que exigem confirmação
- Hepatite B;
- Varicela;
- Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola);
- Pneumocócica 23-valente;
- Febre amarela.
A orientação da especialista é simples: leve a carteirinha a cada consulta médica ou visita ao posto de saúde para evitar lacunas. Caso alguma aplicação esteja pendente, basta regularizar o quanto antes — todas as unidades do Sistema Único de Saúde oferecem as doses gratuitamente.
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