A vacina contra covid-19 chega completa a apenas 5% das crianças pequenas do Brasil, que precisam de três doses no primeiro ano de vida. O dado é do Programa Nacional de Imunizações, do Ministério da Saúde, e foi divulgado em 23 de outubro de 2026 pelo diretor do programa, Eder Gatti, em entrevista à Agência Brasil.
PNI conta 1,1 mil crianças internadas em 2026
Segundo o diretor do PNI, mais de 1,1 mil crianças menores de 14 anos foram hospitalizadas em 2026 com quadros respiratórios graves causados pelo coronavírus. Entre as 25 que morreram, 15 tinham menos de 2 anos. Gatti contou à Agência Brasil que o país tem estoques do imunizante e contratos para manter o abastecimento, e atribui a baixa adesão à desinformação sobre a vacina.
O Calendário Nacional de Vacinação prevê três doses da vacina Comirnaty, aplicadas aos 6, aos 7 e aos 9 meses de idade. Crianças imunocomprometidas recebem reforços a cada 6 meses até 4 anos, 11 meses e 29 dias. Na entrevista, concedida durante a 28ª Jornada Nacional da Sociedade Brasileira de Imunizações, no Rio de Janeiro, Gatti apresentou o principal número do programa para a faixa infantil.
Apenas 5% das crianças pequenas do Brasil têm as três doses da vacina contra covid-19, segundo o Programa Nacional de Imunizações.
Vacina infantil entrou no calendário em 2024
A vacinação de crianças contra a covid-19 começou no Brasil em janeiro de 2022 e passou a fazer parte do calendário básico em 2024. Segundo a Agência Brasil, as doses podem ser aplicadas em crianças com menos de 5 anos. Desde 2024, o governo federal direciona a vacinação contra a doença às crianças e a grupos vulneráveis, como idosos e imunocomprometidos.
O diretor do PNI explicou que a versão infantil do imunizante tem uma particularidade de armazenamento. Os frascos ficam congelados e precisam ser descongelados antes da aplicação. Depois do descongelamento, a validade cai para dez semanas, e a dose não usada nesse prazo é descartada. Para Gatti, a perda dessas doses está ligada à baixa procura das famílias pelos postos de vacinação.
Outras vacinas do bebê ganham cobertura
Segundo Gatti, outras vacinas do calendário infantil avançaram. Em 2022, 12 das 16 vacinas oferecidas no primeiro ano de vida estavam abaixo de 80% de cobertura, e em 2025 sete superaram 90%. Duas seguem abaixo de 80%, e outras sete ficam entre 80% e 90%, entre elas a segunda dose da tríplice viral. O PNI também acompanha a cobertura vacinal das gestantes.
Para acompanhar: As idades de cada dose e as atualizações do esquema infantil ficam no Calendário Nacional de Vacinação, publicado pelo Ministério da Saúde no portal gov.br. Acompanhe também as notícias de saúde infantil.
Perguntas Frequentes
O que o PNI informa sobre o esquema completo da vacina contra covid-19 em crianças?
A vacina contra covid-19 com as três doses chegou a apenas 5% das crianças pequenas do país, segundo o Programa Nacional de Imunizações. O número foi divulgado pelo diretor do PNI, Eder Gatti, em entrevista à Agência Brasil publicada em 23 de outubro de 2026, durante a jornada nacional da Sociedade Brasileira de Imunizações.
Quando a vacina contra covid-19 é aplicada no Calendário Nacional de Vacinação?
A vacina contra covid-19 aparece no Calendário Nacional de Vacinação em três doses, aos 6, aos 7 e aos 9 meses de idade, com o imunizante Comirnaty. Para crianças imunocomprometidas, o calendário do Ministério da Saúde prevê reforços a cada 6 meses até 4 anos, 11 meses e 29 dias de idade.
Por que a vacina contra covid-19 infantil pode ser descartada nos postos?
A vacina contra covid-19 infantil fica armazenada em frascos congelados, que precisam ser descongelados antes da aplicação. Depois disso, a validade cai para dez semanas. Segundo o diretor do PNI, Eder Gatti, as doses que não forem aplicadas nesse prazo precisam ser descartadas, o que torna a baixa procura um problema.