O pequeno Jordy Arthur, hoje com 3 anos, quase teve um grave problema de saúde confundido com simples etapa do desenvolvimento infantil. Tudo começou quando, aos 10 meses, ele não conseguia sentar direito nem usar a mão esquerda. A família ouviu dos médicos que seria apenas um atraso, mas o quadro piorou rápido e expôs um tumor do tamanho de uma ameixa.
Depois de meses de idas e vindas ao hospital, uma cirurgia de sete horas e sessões de quimioterapia, o garoto finalmente teve o glioma estabilizado. Agora, passada a fase mais crítica, os pais acompanham cada avanço do filho e mantêm a rotina de exames para garantir que a doença não volte a progredir.
Primeiros sinais que levantaram suspeita
Março de 2023. Jordy tinha dificuldade para sentar sozinho e para mover a mão esquerda, fatos que inicialmente foram associados a atraso no desenvolvimento. A mãe, Teresa Craigie, lembra que a orientação médica foi de aguardar: “Não entramos em pânico porque disseram que era normal”.
Com o tempo, o bebê ficou abatido e apresentou piora física. Em maio daquele ano, ele precisou ser levado de helicóptero ao Hospital Ninewells, em Dundee, na Escócia, após enfrentar dificuldades para respirar. Mesmo sem diagnóstico conclusivo, Teresa insistiu por exames mais detalhados.
Diagnóstico e tratamento do glioma
Os testes revelaram um glioma de baixo grau, não canceroso, mas suficiente para ameaçar a vida do menino. A cirurgia para retirada de 90% do tumor durou mais de sete horas. “É aterrorizante assinar formulários e confiar o cérebro do seu bebê a desconhecidos”, disse a mãe.
Além da operação, Jordy passou por quimioterapia. Exames realizados no início deste mês confirmaram que o tumor segue estável, embora o acompanhamento seja permanente.
Imagem: Internet
Reabilitação e desafios atuais
As sequelas da doença trouxeram novos desafios. Jordy precisou reaprender a engatinhar e ainda não caminha. Ele também desenvolveu paralisia do terceiro nervo, mantendo o olho direito fechado a maior parte do tempo. Mesmo assim, a família celebra cada pequena conquista. “Vivemos entre orgulho, medo e esperança”, resumiu Teresa.
Jordy continua em fisioterapia e retornará regularmente ao hospital para checar se o tumor permanece controlado.
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