Segundos de descuido: mãe relata afogamento do filho e transforma tragédia em campanha de prevenção

Naquela manhã de 26 de novembro de 2024, tudo parecia comum na casa da psicóloga Jéssica Ciabotti, 34 anos, em Uberaba (MG). Ela fazia uma lista de compras enquanto os dois filhos brincavam na cozinha. Minutos depois, o silêncio virou pânico: Lorenzo, então com 1 ano e 4 meses, havia desaparecido.

Jéssica correu para a área externa e encontrou o bebê inconsciente na piscina familiar, protegida por rede. Foram 27 minutos sem oxigênio até que uma médica vizinha conseguisse reanimá-lo. Hoje, aos 2 anos, Lorenzo vive com paralisia cerebral e diversas limitações motoras e sensoriais, consequências diretas da hipóxia. A história da família virou bandeira de alerta sobre afogamentos infantis.

Segundos que mudaram tudo

O relógio marcava 11h10 quando a porta da lavanderia, deixada aberta, permitiu o acesso de Lorenzo aos fundos da casa. A rede de proteção não impediu que ele caísse na água. Ao encontrá-lo, Jéssica não conhecia manobras de primeiros socorros. A funcionária tentava ajudar, enquanto uma vizinha policial iniciava a reanimação.

A chegada de uma pediatra intervencionista, alertada pelo grupo do condomínio, foi decisiva. A médica assumiu as compressões e entubou o menino ainda no quintal, antes da chegada da UTI móvel e do Corpo de Bombeiros. O diagnóstico posterior foi de afogamento grau 6, o mais grave. Dois meses de internação incluíram infecção bacteriana, sonda de gastrostomia e a alegria de ver o filho respirar sem traqueostomia.

Reabilitação intensa e novo propósito

Em casa, Jéssica encontrou um “novo” Lorenzo: sem visão, fala ou movimentos voluntários. A rotina passou a incluir sessões de fisioterapia, fonoaudiologia e terapias avançadas, como oxigenoterapia hiperbárica nos Estados Unidos, REAC e Cytotron. A família criou projetos como a Jornada da Culpa para financiar tratamentos, e Jéssica lançou o perfil @anjosdoafogamento para conscientizar outras famílias.

Os resultados chegaram aos poucos. A distonia severa diminuiu, o coração já não dispara para 200 batimentos por minuto, o menino passou a mover o pescoço e reagir à luz. Lorenzo usa apenas dois medicamentos e, até o momento, não desenvolveu epilepsia — quadro comum em lesões cerebrais pós-afogamento.

Segundos de descuido: mãe relata afogamento do filho e transforma tragédia em campanha de prevenção - Imagem do artigo original

Imagem: Internet

Dicas essenciais de prevenção

Especialistas reforçam que o afogamento é rápido e silencioso, responsável por três mortes diárias de crianças e adolescentes no Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Atenção redobrada e medidas simples reduzem drasticamente o risco:

• Supervisão constante: nada de celular ou distrações perto da água.

• Banheiros seguros: portas fechadas, recipientes vazios e vaso sanitário com trava.

• Colete salva-vidas: mais eficaz que boias de braço, sem dispensar vigilância.

• Piscinas cercadas: grades de 1,5 m, portão travado e capa resistente.

• Natação: recomendada a partir dos seis meses, após as primeiras vacinas.

• Curso de primeiros socorros: pais, cuidadores e funcionários preparados fazem diferença nos minutos críticos.

A história de Lorenzo reforça que conhecer técnicas de reanimação e adotar barreiras físicas são atitudes capazes de evitar tragédias. Para acompanhar mais reportagens sobre segurança infantil e saúde, siga navegando pelos nossos conteúdos.

Marianna Dantas
Marianna Dantashttps://cadapassoimporta.com.br/
Mãe, blogueira e uma eterna apaixonada pelo universo infantil. Criei o "Cada Passo Importa" como um cantinho seguro para compartilhar minhas descobertas e ajudar outras famílias a encontrarem produtos incríveis, testados com carinho e com o melhor preço. Meu objetivo é trazer mais segurança e tranquilidade para a sua jornada. Bem-vinda à nossa comunidade!

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