A força de uma carreira musical de sucesso não se mede apenas pelos números nas plataformas de streaming. Às vezes, ela fica gravada nas certidões de nascimento. É exatamente o que acontece com “Anitta”: o nome, que antes circulava timidamente, ganhou fôlego no país depois que a artista estourou no cenário pop.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram 773 pessoas registradas como Anitta. O salto coincide com a ascensão da cantora na década passada e revela como a cultura pop influencia decisões dentro de casa, na hora de batizar um bebê.
Registro dispara após 2010
Entre 2000 e 2009, apenas 64 meninas receberam o nome Anitta. Já no período de 2010 a 2019, o total subiu para 332 — mais de cinco vezes o volume da década anterior. É o mesmo intervalo em que Larissa de Macedo Machado, a Anitta, lançou “Menina Má” (2012) e “Show das Poderosas” (2013), faixas que projetaram a cantora nacionalmente.
O levantamento do IBGE aponta idade mediana de 12 anos para quem se chama Anitta hoje, reforçando a ligação direta entre o auge da artista e a escolha dos pais.
Fenômeno não é inédito
Influência de celebridades nacionais na escolha de nomes já apareceu em outros momentos. Sandy, por exemplo, registrou alta expressiva entre 1990 e 2009 e soma atualmente 12.017 registros, com idade média de 22 anos. Nos dois casos, a curva de popularidade acompanha o período em que as cantoras estavam no topo das paradas.
Imagem: Internet
Ferramenta do IBGE detalha preferências
As informações estão disponíveis na nova busca de nomes do IBGE, que permite conferir número total de registros, décadas de maior ocorrência e distribuição pelo país (acessar ferramenta). O recurso mostra ainda outras curiosidades, como a presença de mais de 2,8 mil pessoas chamadas Rihanna em território nacional.
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