Imagine ter de respirar fundo antes de dizer seu próprio nome. É assim desde 1990 para Laurence Gregory Watkins, morador de Auckland, na Nova Zelândia. Naquele ano, ele decidiu transformar sua identidade em um verdadeiro maratona de palavras, adicionando mais de duas mil denominações ao registro civil.
A ousadia não ficou só na papelada: dois anos depois, em 1992, o Guinness World Records oficializou o feito. Com exatamente 2.253 palavras, Watkins passou a ser dono do nome mais longo já reconhecido no planeta e entrou para a história aos 24 anos de idade.
Um registro que começa em 1990
O processo começou com um deed poll — documento jurídico que permite alterar nomes no país. A princípio, o tribunal distrital aprovou a mudança, mas o Diretor de Registro Geral vetou a decisão. Watkins insistiu, voltou à Justiça e, após nova rodada de análise, recebeu sinal verde definitivo.
Na época, ele trabalhava como bibliotecário. A paixão pelos livros e as sugestões dos colegas serviram de garimpo para compor a lista quilométrica. Segundo o próprio recordista, o “apelido” preferido entre as milhares de escolhas é “AZ2000”, porque, como ele gosta de explicar, abrange o alfabeto inteiro e ainda faz referência às 2 mil palavras que compõem sua identidade.
Como ele escolheu cada nome
Fascinado por recordes desde criança, Watkins lia o Guinness World Records de capa a capa em busca de uma marca possível de quebrar. Quando descobriu que bastava acrescentar mais nomes que o detentor anterior, mergulhou nos catálogos da biblioteca e em obras variadas, anotando sugestões até superar o antigo número.
Imagem: Internet
Desafios do dia a dia com 2.253 palavras
Apesar do título curioso, o nome extravagante virou dor de cabeça em formulários governamentais: nenhum sistema consegue armazenar a sequência completa. Watkins conta que muita gente fica chocada ao descobrir o tamanho real do registro e desiste de ouvi-lo até o fim antes da metade.
Mesmo assim, ele não se arrepende. Para o neozelandês, carregar um nome que “não cabe em formulário” é pequeno preço a pagar por ver seu feito impresso no livro de recordes que o inspirou.
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