Alice, 9 anos, encara cobras, jacarés e até um tigre com a mesma naturalidade de quem passeia no quintal de casa. E não é exagero: em Jacareí, no interior de São Paulo, o quintal da família Lopes abriga mais de 100 animais de diferentes espécies, todos parte da rotina da menina desde que ela deixou a maternidade.
A história veio a público por meio de vídeos da mãe, a influenciadora Beatriz Lopes (@_bia.lopes). Nas imagens, a garota surge manuseando uma píton gigantesca, alimentando um jacaré ou acariciando cavalos sem mostrar qualquer sinal de medo. O conteúdo surpreende milhões de pessoas online e reforça um estilo de vida pouco comum em zonas urbanas.
Contato iniciado no terceiro dia de vida
Segundo Beatriz, o primeiro encontro de Alice com os bichos aconteceu no terceiro dia de vida. Assim que recebeu alta do hospital, a bebê chegou em casa e foi “apresentada” aos moradores de quatro patas – ou sem patas, no caso das serpentes. A iniciativa foi aprovada pela pediatra da família, o que tranquilizou os pais.
O pai de Alice é adestrador profissional, e a mãe sempre conviveu com animais. Por isso, o casal nunca restringiu a proximidade da filha com os bichos. “Achamos importante tratar todos com respeito e amor, independentemente da espécie”, explica Beatriz.
Cobras e jacarés estão entre os favoritos
Entre os mais de 100 animais criados pela família, destaca-se a píton-reticulada adquirida em 2018. A serpente, conhecida por ser a maior do mundo e alcançar até 75 kg, aparece em um dos vídeos de maior repercussão nas redes sociais. Apesar do tamanho, a cobra não intimida a garota, que a segura com tranquilidade.
Tigre, golfinhos e boto-cor-de-rosa também já fizeram parte das interações de Alice, embora não morem com a família. Para quem acompanha de fora, as cenas mais impressionantes costumam envolver as serpentes e o jacaré doméstico.
Imagem: Internet
Nas redes, admiração e críticas dividem espaço
O sucesso digital traz elogios de quem se encanta com a relação harmônica entre a menina e os animais, mas também críticas de pessoas que discordam da prática. Beatriz afirma entender a controvérsia: “Cada um tem sua criação e crença. O importante é que muita gente se identifica e se inspira conosco”.
Alice, por sua vez, só demonstra receio de alguns insetos – medo que, segundo a mãe, provavelmente veio dos “chiliques” maternos quando um deles aparece por perto. Já com répteis, mamíferos ou aves, a menina mostra confiança de sobra.
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