As luzes se apagam, o escorregador fica silencioso e a casinha colorida, vazia. Mesmo com um quarto que mais parece parque de diversões, Vinícius, de 9 anos, e a irmã, Maria, 6, insistem em passar a noite bem colados aos pais. A cena chamou atenção depois que a farmacêutica Thamiris Souza, 38, de Sertãozinho (SP), compartilhou imagens do espaço impecável – e de um pequeno colchão encostado à cama do casal, verdadeiro ponto de encontro noturno da família.
No vídeo, o contraste é nítido: camas posicionadas sob um mezanino de brincar, escadinha, escorregador generoso e decoração planejada. Na sequência, os dois irmãos aparecem apertados ao lado da mãe e do pai, ignorando completamente o “quarto dos sonhos”. O conteúdo rapidamente viralizou e levantou a pergunta: acontece aí também?
Quarto dos sonhos vira hit nas redes
A publicação ganhou força justamente pelo cenário: móveis sob medida, tons amadeirados que combinam com o guarda-roupa antigo da casa e espaço de sobra para brincadeiras. Durante o dia, o cômodo vive cheio – as crianças recebem amigos, escalam a casinha e disputam descidas no escorregador. À noite, porém, o encanto some e o destino é sempre o quarto dos pais.
Uma rotina de sono que desafia a família
A preferência por dormir perto dos adultos não surgiu do nada. Vinícius é autista e, desde o nascimento, apresenta distúrbios do sono. “O berço nunca foi usado”, lembra Thamiris. Houve madrugada em que o menino chorou sete horas seguidas; em outras, acordava até cinco vezes, só se acalmando ao sentir a mãe por perto.
Quando Maria chegou, a dinâmica se manteve intensa. A caçula, que não é autista, mamava hora a hora, recusava chupeta e mamadeira. Por um período, pai e filho ocupavam uma cama, enquanto mãe e bebê dividiam outra. Tentativas de transição começaram quando Maria completou 3 anos e Vinícius, 5. Mesmo com o quarto todo decorado, a menina se assustava na madrugada e chamava pela mãe repetidamente.
Imagem: Internet
Críticas on-line não intimidam Thamiris
Diante da exaustão, a farmacêutica investiu na construção da casinha e do escorregador para tornar o ambiente mais convidativo. Funcionou apenas para as brincadeiras. “Eu só queria dormir”, desabafa. Nos comentários do vídeo, surgiram acusações de que ela “acostumou mal” os filhos. Outros usuários ainda questionaram a escolha da cor marrom dos móveis. “A casa é antiga, os guarda-roupas já eram assim, então fiz a casinha do mesmo tom para combinar”, respondeu.
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