Mãe gaúcha celebra recuperação do filho após prognóstico terminal por síndrome rara

Quando o pequeno Matheus, hoje com 4 anos, dispara pela casa dançando e gargalhando, é difícil acreditar que as primeiras horas de vida dele foram cercadas por avisos de despedida. A mãe, Joseane Moraes, de 25 anos, chegou a ouvir dos médicos que não havia mais o que fazer: o bebê fora encaminhado aos cuidados paliativos.

Mesmo assim, entre um exame e outro, Joseane manteve a fé e acompanhou cada passo do tratamento em Porto Alegre (RS). Foram dias de UTI, cirurgias e reviravoltas até que, contra todas as expectativas, o menino deixou o hospital e voltou para casa em Santa Maria. A rotina desde então é feita de consultas, intervenções médicas e, sobretudo, muita energia infantil.

Gravidez cercada de incertezas

Joseane descobriu a gravidez enquanto tomava anticoncepcional e logo no primeiro ultrassom apareceu o alerta “válvula de uretra posterior”. A bexiga do bebê estava dilatada e outros problemas surgiram ao longo do pré-natal: pé torto congênito, perda da função renal e suspeita de genitália ambígua.

Diante do quadro, a gestante foi transferida para um hospital na capital gaúcha. Lá, especialistas levantaram a possibilidade de Síndrome de Prune-Belly, condição rara caracterizada pela ausência dos músculos abdominais, alterações graves no trato urinário e ausência dos testículos no escroto.

Maratona de cirurgias e um susto no cuidado intensivo

Matheus nasceu com 39 semanas e seguiu direto para a UTI. Em dois dias, passou por colostomia e vesicostomia. No total, ficou 20 dias internado. Pouco depois, uma infecção generalizada derrubou a função do rim para 17%, e a equipe avisou que o bebê poderia não resistir àquela madrugada.

Colocado em cuidados paliativos, Matheus surpreendeu: recebeu transfusão de sangue, reagiu aos antibióticos e, alguns dias depois, teve alta para casa. Desde então, já enfrentou quase dez cirurgias, incluindo reimplante de ureter, retirada de um rim e descida dos testículos. Hoje, apesar das cicatrizes, é descrito pela mãe como “alegre e agitadíssimo”.

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Imagem: Internet

Entenda a Síndrome de Prune-Belly

A síndrome, também chamada de Eagle-Barrett, afeta principalmente meninos e envolve três características principais: musculatura abdominal ausente ou insuficiente, malformações nas vias urinárias e criptorquidia. O comprometimento renal costuma definir a gravidade do caso. Entre possíveis complicações estão insuficiência renal, infecções urinárias frequentes e dificuldades respiratórias decorrentes de hipoplasia pulmonar.

O diagnóstico costuma vir por ultrassom ainda na gestação ou logo após o nascimento. O tratamento requer equipe multidisciplinar e pode incluir cirurgias urológicas, reconstrução abdominal, diálise ou transplante renal, além de fisioterapia para fortalecer a musculatura.

Nas redes sociais, Joseane (@josymoraaes07) compartilha a rotina do filho para ampliar o debate sobre a síndrome. “Quero que estudem mais essa condição”, diz ela, enquanto reforça um conselho aos pais que enfrentam algo parecido: “Nunca abandonem a criança. Procurem força em algo; no meu caso, busco em Deus”.

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Marianna Dantas
Marianna Dantashttps://cadapassoimporta.com.br/
Mãe, blogueira e uma eterna apaixonada pelo universo infantil. Criei o "Cada Passo Importa" como um cantinho seguro para compartilhar minhas descobertas e ajudar outras famílias a encontrarem produtos incríveis, testados com carinho e com o melhor preço. Meu objetivo é trazer mais segurança e tranquilidade para a sua jornada. Bem-vinda à nossa comunidade!

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