A chegada de Kyara, há sete meses, virou a rotina da atriz Lucy Ramos de cabeça para baixo. Aos 43 anos, ela vive a fase mais desafiadora de uma trajetória que começou em Recife, passou por uma comunidade da zona norte paulistana e ganhou as telas da TV. Agora, Lucy deseja que a herdeira cresça entendendo o valor de cada conquista — algo que, segundo ela, só é possível enxergar fora das “bolhas” de privilégio.
Em sua primeira entrevista após o parto, concedida à revista CRESCER, a artista recebeu a equipe em casa, no interior de São Paulo. De roupão, cabelo preso e pés descalços, abriu o jogo sobre seus planos de mostrar à menina a realidade das periferias, relembrando as próprias origens e a força das mulheres que a criaram.
Gravidez tardia após perdas e pressão externa
Casada com o ator e diretor Thiago Luciano há 18 anos, Lucy nunca teve pressa de ser mãe. O assunto, conta ela, só ganhou força depois de cobranças insistentes de familiares, amigos e imprensa. Aos 42, decidiu tentar: engravidou, mas sofreu dois abortos espontâneos — o primeiro com 11 semanas, o segundo com sete.
Diante da recomendação médica de partir para fertilização com óvulo doador, o casal chegou a considerar a adoção. Pouco tempo depois, porém, veio a surpresa: uma gestação natural. “Pra Deus, nada é impossível”, resume Lucy. Kyara nasceu saudável e transformou prioridades: gravações deram lugar a noites em claro e amamentação em livre demanda.
Valores de origem e a decisão de ‘furar a bolha’
Nascida em Recife e criada parte da infância no Parque Novo Mundo, na periferia paulistana, a atriz diz ter aprendido cedo o poder da conquista. Começou a modelar aos 16 anos; Thiago gerenciava uma fábrica de gelo aos 15. “A gente pode estar nadando em dinheiro, mas nosso pezinho vai ser sempre fincado no chão”, afirma.
Lições das mulheres da família
A força vem sobretudo da mãe, que saiu do Nordeste com pouca roupa na mala e trabalhou como faxineira para sustentar três filhos às margens do Rio Tietê. “Quero que Kyara veja isso”, diz Lucy. Por isso, planeja levar a menina à favela onde morou e a outros ambientes além da zona de conforto. “Assim se cria um ser humano que tem valores.”
Imagem: Internet
Ao mesmo tempo, Lucy pretende garantir à filha boa escola e aulas de idiomas — oportunidade que ela própria não teve. “Muito mais do que dar dinheiro, é mostrar o valor da conquista”, resume.
Para ler a entrevista completa, acesse a publicação original.
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