Nem sempre o nome do bebê vem junto com o resultado do ultrassom. Na Islândia, a fotógrafa e influenciadora Ása Steinars mostrou que, por lá, a chegada do registro pode demorar bem mais do que se imagina. Ela e o companheiro decidiram esperar dois meses antes de batizar o filho recém-nascido.
Durante esse tempo, o pequeno foi tratado em casa apenas como “irmão mais novo”. A história, contada em um vídeo no TikTok que já soma mais de 4 milhões de visualizações, despertou curiosidade ao redor do mundo — e revelou tradições e regras pouco conhecidas fora do país nórdico.
A espera pelo nome
No registro, Ása explica que é comum deixar o nome para depois do parto. Muitos pais aproveitam as primeiras semanas de convivência para “testar” possibilidades; se o nome combina ou não com a criança, só o dia a dia dirá. O primeiro candidato para o garoto era Levi, mas o casal desistiu quando percebeu que o som não fazia sentido para a personalidade do novo membro da família.
Depois de muita ponderação, veio a decisão final: Jökull, palavra islandesa que significa “geleira”.
Burocracia e tradição islandesas
Definir o nome, no entanto, não basta. Na Islândia, qualquer escolha precisa passar pelo Comitê de Nomenclatura, órgão encarregado de garantir que o registro se encaixe na língua e na cultura locais, além de evitar futuras situações constrangedoras para a criança.
Imagem: Internet
Como funciona o Comitê
Se o nome pretendido ainda não constar na lista oficial, os pais devem enviar um pedido de inclusão. O comitê analisa fatores como pronúncia, gramática e adaptação às regras do idioma. Só depois da aprovação é que o registro civil é concluído.
A rotina de Ása chamou atenção nos comentários do vídeo. Muitos usuários elogiaram a cautela: “Isso devia acontecer em todo lugar, já ouvi tantos nomes estranhos”, escreveu um internauta. Outro contou ter feito algo parecido, testando diferentes opções semana a semana até encontrar a combinação perfeita.
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