Quando o anestesista Nick Mondek ouviu do médico que sua leucemia mieloide aguda havia voltado, a família entrou em alerta. Faltava um doador compatível para um novo transplante de células-tronco, etapa considerada decisiva depois de sessões de quimio e radioterapia. A busca passou por parentes, pelo Registro Nacional de Medula Óssea dos Estados Unidos e, mesmo assim, nada apareceu a tempo.
O cenário parecia sem saída até que a lembrança de um amigo — curado graças ao filho de 18 anos — acendeu uma esperança inesperada. Nick perguntou ao médico se seu primogênito, Stephen, então com 9 anos, pesando cerca de 30 quilos, poderia doar. A resposta positiva abriu caminho para um dos atos de bravura mais emocionantes registrados em 2024.
Uma compatibilidade que mudou o jogo
Nick, de 42 anos, já havia passado por um transplante em 2022, usando células do irmão mais velho, Dave. Na recaída, ninguém mais da família se encaixou. Foi em junho que ele conversou com Stephen, optando por não revelar que o menino era a última alternativa. “Você toparia fazer o teste?”, perguntou o pai. Sem hesitar, o garoto respondeu: “Quando vamos?”.
Conhecido pela timidez, Stephen surpreendeu todos pela determinação. Exames no Cedars-Sinai confirmaram a compatibilidade e, pouco depois, o hospital marcou o procedimento. Mesmo diante de agulhas e ambiente clínico, o menino manteve a tranquilidade, lembram os pais.
Coragem sem capa
No dia 30 de julho, médicos coletaram as células-tronco de Stephen e realizaram o segundo transplante em Nick. O processo seguiu sem complicações. O pai destaca que o filho “não reclamou uma vez” e o chamou de “meu herói”. A criançada da escola também levou a história a sério: colegas parabenizaram Stephen, que diz se sentir orgulhoso ao ver o apoio dos amigos.
Imagem: Internet
Alta rápida e prognóstico animador
Pai e filho deixaram o hospital poucos dias depois. Stephen voltou aos treinos de beisebol em menos de uma semana, demonstrando plena recuperação. Já Nick iniciou o caminho para retomar a rotina: exames de sangue recentes não detectaram DNA de células leucêmicas, apontando remissão da doença no momento.
Agora, a família — completada por Danielle, mãe, e John, caçula de 6 anos — comemora a chance de recomeçar. “Ele vestiu um avental de hospital e me deu esperança”, resume o anestesista sobre o gesto do filho.
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