Um objeto que muita gente trata como inofensivo — e que costuma ficar no pulso de crianças e adultos — quase terminou em tragédia em Manaus (AM). A pequena Lohana, de apenas 2 anos, dormia quando três elásticos de cabelo enrolados no braço interromperam a circulação sanguínea. O susto mobilizou a família, lotou as redes sociais de alertas e deixou um recado claro: atenção redobrada com acessórios soltos pelo quarto.
A história veio à tona depois que a mãe, Carolina Silva, decidiu contar o que aconteceu na noite de 28 de outubro. O relato viralizou e acendeu o sinal de alerta para pais de todo o país, mostrando como segundos de descuido podem trazer consequências graves.
O susto durante a noite
Segundo Carolina, Lohana já estava na cama quando ela saiu do quarto. Poucos minutos depois, o choro incomum da filha chamou sua atenção. Ao retornar, a mãe encontrou a mão da menina gelada, o braço roxo e bastante inchado. No pulso, três elásticos de cabelo apertavam a pele.
Até descobrir o que causava a dor e remover os elásticos, Carolina calcula terem se passado cerca de quatro horas e meia. A família correu para o pronto-socorro infantil da cidade. Lá, a médica de plantão alertou: se o acessório permanecesse no braço por mais duas horas, a amputação seria inevitável.
Risco de amputação e recado da mãe
Com o fluxo de sangue comprometido, Lohana já não movimentava a mão. Após o atendimento, compressas e cuidados diários foram necessários para reverter o inchaço. Em três dias, o braço voltou ao normal.
Assustada com a possibilidade de perder a filha para uma complicação maior, Carolina decidiu transformar o susto em alerta. “Muitas crianças colocam xuxinha no braço. Casos como esse acontecem, mas ficam ocultos pelo medo do julgamento”, escreveu a mãe nas redes.
Imagem: Internet
Críticas e apoio nas redes
O relato gerou comentários divididos. Enquanto parte dos usuários acusou a mãe de negligência por ter demorado a notar o problema, outro grupo agradeceu pela exposição do risco. Carolina diz não se abalar com as críticas: “Erros acontecem e crianças são rápidas”.
A história de Lohana reforça um ponto simples, mas essencial: objetos aparentemente inocentes podem se tornar perigosos quando não há supervisão constante.
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