Audrey Rogers, designer de moda apaixonada por peças antigas, demorou três meses para encontrar o lar ideal na margem esquerda de Paris. Ela queria, acima de tudo, um apartamento haussmaniano inundado de luz natural. O esforço valeu a pena: há dois anos, Audrey mora em um imóvel de cerca de 89 m² no 7º arrondissement, acompanhado apenas da Pomerânia Biba e de uma varanda estreita que percorre toda a fachada.
Sem tapetes pelos cômodos, mas recheado de achados de antiquário, o apartamento ganhou fama entre amigos e clientes da estilista. O segredo está na forma como Audrey equilibra beleza e praticidade: móveis fáceis de realocar deixam espaço para manequins e sessões de fotos que rolam ali mesmo, no coração da sala.
Procura criteriosa e endereço dos sonhos
Logo de início, Audrey estabeleceu três requisitos: arquitetura haussmaniana, muita claridade e localização na Rive Gauche. Depois de visitar vários imóveis, ela se deparou com a planta pouco convencional que hoje chama de casa — cheia de cantos, nichos e passagens curiosas. O contrato foi assinado, e o cão Biba ganhou, de quebra, um “corredor” ao ar livre: a varanda em linha reta e fina como um lápis.
A disposição incomum dos ambientes agradou à estilista, que vive se deslocando com tecidos, cabides e acessórios. “Queria poder mudar a sala em segundos para abrir espaço a um ensaio ou a uma prova de roupa”, conta.
Decoração flexível e cheia de personalidade
Inspirada pelo piso de madeira original, Audrey escolheu tons de terracota e dourado para realçar o calor dos ambientes. A diretriz número um, porém, era não comprar nada novo. Adepta dos brechós — tanto no guarda-roupa quanto na casa —, ela garimpou praticamente todo o mobiliário em mercados de pulgas parisienses. As únicas exceções são o sofá e a cama, peças recém-fabricadas.
Imagem: Internet
Desafios da vida no quinto andar
Nem tudo é charme: sem elevador, o edifício transformou cada entrega em missão. O sofá, por exemplo, só chegou ao apartamento após três tentativas, vencendo a escadaria estreita até o quinto andar. Outros itens vintage subiram degrau por degrau em manobras que se estenderam por meses.
Apesar dos percalços, Audrey mantém a regra de priorizar móveis antigos e versáteis. Assim, consegue adaptar os ambientes ao ritmo frenético da moda sem perder o clima acolhedor que buscava desde a primeira visita.
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