Ninguém esperava que, depois de uma chuva de balões azuis, o cenário fosse mudar para tons de rosa. A empresária Suzane Camacho, 25 anos, de Presidente Prudente (SP), descobriu na prática que a sexagem fetal — exame conhecido por oferecer 99% de acerto — também pode falhar. O resultado causou alvoroço na família: o “menino” celebrado no chá-revelação era, na verdade, uma menina.
O episódio colocou Suzane e o marido justamente no seleto 1% de margem de erro do teste genético. Entre risadas e surpresa, eles precisaram refazer a confirmação do sexo do bebê duas vezes, até ter certeza de que a pequena Cecília é quem está a caminho.
Da expectativa ao susto: festa azul, surpresa cor-de-rosa
Feliz com a primeira gravidez, Suzane coletou sangue para a sexagem fetal na 13ª semana. O laudo indicou a presença do cromossomo Y, sinalizando um menino. Empolgada, ela organizou o tradicional chá-revelação para a semana seguinte. Balões azuis estouraram, presentes chegaram e as redes sociais se encheram de fotos.
Duas semanas depois, porém, o ultrassom de rotina virou o jogo: a médica mostrou na imagem 3D que o bebê parecia claramente ser do sexo feminino. “Na hora, ficamos sem reação e começamos a rir”, contou Suzane. Para tirar qualquer dúvida, o laboratório repetiu o exame e enviou a amostra a outros dois centros de análise. Ambos confirmaram: é menina.
Com 23 semanas, outro ultrassom acabou com qualquer suspense remanescente: Cecília vem aí. “Graças a Deus, ainda não tinha comprado nada. E os presentes eram todos brancos, então não tivemos prejuízo”, relatou a futura mãe.
Quando o teste de sexagem erra
A sexagem fetal pode ser solicitada a partir da oitava semana de gestação. A taxa de erro é considerada “bem menor que 1%”, segundo Javier Miguelez, especialista em Medicina Fetal do Alta Diagnósticos e da DASA Genômica. Ainda assim, pequenas falhas acontecem, geralmente por contaminação da amostra.
Imagem: Internet
Cuidados na coleta do exame
Para reduzir riscos, o médico recomenda que a coleta seja feita por uma profissional do sexo feminino e sem a presença de homens na sala. O objetivo é impedir contato com DNA que contenha o cromossomo Y. No exame, os analistas procuram especificamente a sequência SRY, responsável pelo desenvolvimento dos testículos. Se ela aparece no sangue materno, conclui-se que o feto é masculino. Qualquer vestígio externo desse DNA pode distorcer o resultado.
No caso de Suzane, a explicação provável é justamente uma contaminação mínima, suficiente para “enganar” o laudo inicial. Repetindo a análise em outros laboratórios, o erro foi detectado e corrigido.
Casos como esse são raros, mas mostram que, mesmo com tecnologia avançada, confirmar o sexo no ultrassom continua sendo um passo importante antes de comprar o enxoval completo.
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