Os brinquedos de faz-de-conta não desapareceram da rotina das crianças maiores. Quem garante é a escritora Samantha Darby, que descobriu, dentro do próprio carro, que a filha de 11 anos ainda quer organizar aventuras com Barbies e miniaturas.
Ao perceber que muitos pais se desfazem de cozinhas de brinquedo, casas de boneca e caixas de acessórios logo que os filhos entram nos anos iniciais da escola, Darby defende: a imaginação não expira quando o sapato cresce. Pelo contrário, segundo ela, as histórias ficam mais complexas e divertidas.
Imaginação evolui junto com a idade
Darby lembra que, quando eram bebês, suas filhas balançavam bonecos e serviam comida de plástico. Hoje, a pré-adolescente assume o papel de “chef mal-humorado”, cria enredos completos e até simula problemas com o cartão de crédito no caixa de brinquedo. O interesse reacendeu recentemente, quando a garota pediu para brincar de Barbie antes de dormir.
A autora também conta que, na própria adolescência, continuou mexendo em bonecas e miniaturas. No ensino médio, mantinha um berço de madeira no quarto e, de tempos em tempos, trocava a roupa das bonecas ou rearranjava o mobiliário da casa de brinquedo.
Por que manter o faz-de-conta na prateleira
A Association for Play Therapy aponta que a atividade lúdica ajuda crianças a regular emoções, fortalecer autoestima e processar sentimentos difíceis de verbalizar. Para Darby, é possível que os maiores recorram aos brinquedos justamente para aliviar pressões do cotidiano escolar ou social.
Imagem: Internet
Quando guardar em vez de doar
Na prática, a escritora recomenda não se desfazer imediatamente do kit de médico ou da vila de bonecos. Mesmo sem irmãos menores em casa, o simples ato de pegar um telefone de plástico ou colocar a Barbie para “pesar limões” na mercearia de brinquedo pode reacender o espírito criativo. Prova disso é o pedido da filha: ela quer uma nova casa de bonecas só para montar “com móveis chiques e cenários elaborados”. O presente de Natal já foi comprado.
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