Biometria neonatal passa a garantir identidade única para bebês ainda na maternidade

Imagine sair da maternidade sem a menor dúvida de que o bebê nos braços é, de fato, seu filho. A cena começa a se tornar realidade no Brasil graças à biometria neonatal, tecnologia capaz de registrar impressões digitais de mãos e pés de recém-nascidos ainda na sala de parto.

As digitais aparecem por volta da 24ª semana de gestação e nunca se repetem em outra pessoa. Ao capturá-las logo após o nascimento, hospitais eliminam o risco de troca de crianças, fraudes ou sequestros e ainda integram o registro civil ao CPF e ao RG digital, tudo de uma vez.

A neonatologista Gislayne Castro e Souza de Nieto, do Departamento Científico de Neonatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), resume: “Cada bebê sai da maternidade com identidade, nome e proteção garantida”.

Coleta rápida e sem dor já funciona em cinco estados

A captura é feita por scanners de alta resolução, acima de 5.000 dpi, desenvolvidos especialmente para pele sensível. O procedimento leva segundos, não dói e pode ocorrer antes da alta hospitalar. Equipamentos como os da paranaense INFANT.ID possuem certificações do FBI e do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST).

Programas-piloto rodam em Mato Grosso, Paraná, Goiás, São Paulo e Piauí. No Paraná, o projeto Bebê ID, iniciado em 2023 no Hospital do Trabalhador, foi ampliado em 2025 para todas as maternidades públicas. Já em Mato Grosso, mais de 10 mil bebês receberam o registro biométrico desde 2021. O Piauí pretende universalizar a prática até o fim de 2025.

Do berçário ao cartório: benefícios e proteção de dados

Ao vincular a biometria do bebê à da mãe ou responsável, o sistema reforça a rastreabilidade e agiliza a emissão de documentos. A união automática da Declaração de Nascido Vivo ao CPF e ao RG digital simplifica acesso a vacinação, benefícios sociais e até passaporte nos primeiros dias de vida.

Com tantos dados sensíveis, a preocupação com segurança cresce. Segundo a SBP, todas as informações são criptografadas e armazenadas em servidores públicos de alta segurança, acessados apenas por órgãos autorizados. A coleta depende do consentimento dos pais e segue a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que proíbe uso comercial das informações.

Equipamentos caros e padronização nacional ainda são desafios

O preço dos scanners e o treinamento de equipes especializadas encarecem a implantação. Cada estado conduz o projeto conforme sua estrutura tecnológica, mas especialistas defendem diretrizes unificadas do Ministério da Saúde para garantir integração plena entre os sistemas.

Mesmo com obstáculos, Gislayne de Nieto acredita que a iniciativa é um marco para a saúde pública brasileira: “É uma forma de reconhecer, proteger e respeitar cada criança desde o primeiro instante de vida”.

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Marianna Dantas
Marianna Dantashttps://cadapassoimporta.com.br/
Mãe, blogueira e uma eterna apaixonada pelo universo infantil. Criei o "Cada Passo Importa" como um cantinho seguro para compartilhar minhas descobertas e ajudar outras famílias a encontrarem produtos incríveis, testados com carinho e com o melhor preço. Meu objetivo é trazer mais segurança e tranquilidade para a sua jornada. Bem-vinda à nossa comunidade!

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