Uma distração aparentemente inofensiva transformou a rotina da nutricionista Isabelly Rocha, de 32 anos, em Rio Claro (SP), num caso de saúde pública que repercutiu nas redes. Depois de cozinhar uma beterraba, ela deixou o legume esfriar sobre o fogão durante a noite e, no dia seguinte, veio o susto: ela e o marido enfrentaram uma infecção intestinal que durou quase uma semana.
O episódio viralizou quando Isabelly compartilhou o relato em vídeo, chamando a atenção para um hábito que muita gente repete sem perceber o risco. “Sei que muita gente faz o mesmo”, comentou, ao explicar por que sentiu a obrigação de alertar seus seguidores.
Como o descuido aconteceu
Na correria do fim de tarde, Isabelly colocou a beterraba para cozinhar, desligou o fogo e, já cansada, resolveu deixá-la ali mesmo para esfriar. Ela conta que o costume de “terminar de cuidar do legume” só na manhã seguinte era comum em casa, assim como fazer o mesmo com batata-doce ou outros vegetais.
Dessa vez, porém, as bactérias encontraram ambiente perfeito para se multiplicar. Sem refrigeração, a beterraba cozida permaneceu horas em temperatura ambiente, situação que favorece a contaminação.
Consequências da contaminação
Em poucas horas, os sintomas apareceram: diarreia intensa, fraqueza e mal-estar impediram o casal de comer ou beber direito durante cinco dias. A dupla precisou buscar atendimento hospitalar para repor líquidos e evitar complicações.
Imagem: Internet
Alimentos mais vulneráveis
Após conversar com um médico e outra nutricionista especializada em conservação de alimentos, Isabelly descobriu que beterraba e batata-doce lideram a lista de vegetais suscetíveis à contaminação quando ficam fora da geladeira, embora qualquer comida cozida possa apresentar o mesmo risco.
Recuperada, a profissional transformou o contratempo em lição: “Comida fora da geladeira, nunca mais”, declarou no vídeo publicado na internet.
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