Um pequeno banheiro de apartamento provou que cor é, sim, capaz de mudar tudo. A moradora e criadora de conteúdo Tory Tawlks decidiu abraçar – literalmente – o amarelo original dos azulejos Art Déco e usar a pintura como ferramenta principal para renovar o ambiente. Sem reformas grandes ou quebra-quebra, ela garantiu um resultado radiante e acolhedor.
A ideia nasceu da sensação que Tory queria ter ao entrar no cômodo: algo parecido com um abraço de luz do sol. O plano era simples, mas ousado: cobrir paredes, teto e armários embutidos com tons que conversassem com o revestimento original e, ao mesmo tempo, deixassem o espaço calmo.
O ponto de partida: azulejos Art Déco em amarelo
O banheiro pertence a um apartamento com estilo que mistura Art Déco, vintage e toques ecléticos. Assim que viu os azulejos amarelo-manteiga, Tory se apaixonou e decidiu potencializar a cor em vez de escondê-la. Para isso, escolheu o tom Farrows Cream, da Farrow & Ball, levemente amarelado e suave o bastante para não competir com o revestimento.
Seguindo a técnica “color drench”, ela pintou paredes e teto no mesmo tom para criar uma atmosfera imersiva. A moradora defende que, quando o matiz é bem escolhido, cores podem acalmar tanto quanto neutros tradicionais.
Camadas de tinta: do creme amanteigado ao vinho profundo
Enquanto as paredes avançavam sem dificuldade, o armário embutido exigiu alguns testes até chegar ao tom ideal de vinho. Depois de experimentar variações, Tory se decidiu pelo Rookwood Red, da Sherwin-Williams. Segundo ela, a mudança de luz ao longo do dia influencia muito na leitura da cor, por isso foi preciso paciência para acertar.
Imagem: Internet
Toques finais de madeira e luminária retrô
Com a base cromática definida, a moradora acrescentou detalhes que reforçam o clima aconchegante: arandelas de madeira, banquinho no mesmo material e desenhos em carvão garimpados em brechó, todos repetindo o vinho escolhido para o armário. No teto, uma luminária redonda da West Elm, encontrada na seção de liquidação, trouxe o ar “meio espacial e brincalhão” que ela buscava.
O projeto, totalmente DIY e sem intervenções estruturais, mostra que experimentar cores – até mesmo no teto – pode revitalizar um espaço antigo sem substituir elementos clássicos, como os azulejos.
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