A sala mal dava conta do barulho na noite de 30 de outubro. No colo do avô, o pequeno Pedro Afonso, de 6 anos, assistia atônito ao Palmeiras reverter um placar improvável contra a LDU de Quito. Bastaram quatro gols alviverdes para que o rosto do menino se iluminasse — e para que Afonso Celso Baldrati, 70 anos, explodisse em lágrimas e gritos de “pé-quente!”.
O momento, captado pelo filho de Afonso, o fotógrafo Brian Baldrati, foi parar nas redes sociais poucas horas depois. Em questão de minutos, a cena do avô descrevendo a façanha ao neto transformou-se em ponto de encontro para torcedores de vários times, somando mais de 1 milhão de visualizações.
Virada épica e emoções à flor da pele
Na quinta-feira (30), o Palmeiras precisava vencer por quatro gols de diferença para avançar à final da Libertadores, marcada para 29 de novembro, contra o Flamengo. Depois do 3 a 0 sofrido no Equador, o Allianz Parque viu Endrick, Dudu, Raphael Veiga e Rony balançarem a rede e levarem o time à decisão.
Em Carambeí (PR), Afonso seguiu cada lance abraçado ao neto. “Você viu uma virada que o nono nunca tinha visto”, dizia ele, visivelmente emocionado, logo após o apito final. Entre cantos da torcida, choro e abraços, o palmeirense veterano ainda enumerou as viradas que presenciou em sete décadas de arquibancada, assegurando que “igual a essa, nunca”.
Brian publicou o vídeo com a legenda “Estamos na final! Que virada histórica”, e logo os comentários tomaram conta da postagem: de vaquinhas para levar avô e neto à final até elogios de torcedores rivais. “Sou santista roxo, mas parabéns ao Palmeiras”, escreveu um internauta. Outro resumiu: “Não sei o que é mais lindo nesse vídeo”.
Recorde de visualizações nas redes
Com mais de um milhão de views, o registro extrapolou rivalidades. “Teve gente que não torce pelo Palmeiras e mesmo assim se sentiu parte daquele instante”, contou Brian, surpreso com a repercussão. O fotógrafo diz ter gravado tudo para garantir uma lembrança de pai para filho — e agora, para toda a internet.
Imagem: Internet
Paixão que atravessa gerações
Afonso nasceu em São Paulo, frequentou estádios desde os 10 anos e chegou a integrar torcida organizada na adolescência. Mesmo após mudar-se para o Paraná, manteve a rotina de longas viagens para ver o Verdão. “É igual casamento: tem que ser fiel. Chorei nas fases ruins, festejo nas boas”, resume.
Esse amor pelo clube espalhou-se pela família. Na infância, Brian entrava em campo com o Palmeiras e via o pai distribuir camisas na cidade inteira. Hoje, repete o gesto com o sobrinho Pedro, que, além do Verdão, idolatra Lionel Messi e Cristiano Ronaldo. A partida contra a LDU foi apenas o terceiro jogo do garoto no estádio — e provavelmente o mais inesquecível.
A presença na final ainda é incerta, mas uma coisa é certa para Brian: “O intuito maior é criar memória. Ontem foi mágico, e estar ali com meu pai e meu sobrinho tornou tudo ainda melhor”.
Curtiu esta história? Acompanhe nossos próximos conteúdos para reviver outros momentos que fazem o futebol valer a pena.