
O boletim InfoGripe registra leve sinal de retomada dos casos de síndrome respiratória aguda grave, a SRAG, em crianças e adolescentes de 2 a 14 anos. O levantamento da Fiocruz, referente à semana epidemiológica 39, foi divulgado em 8 de outubro de 2026 e mostra estabilização nas demais faixas etárias.
Rinovírus lidera os casos positivos do período
Segundo a Fundação Oswaldo Cruz, o rinovírus respondeu por 52,5% dos casos positivos de SRAG nas últimas quatro semanas epidemiológicas. O vírus sincicial respiratório, o VSR, apareceu em 15,8%, a influenza B em 6,5%, o SARS-CoV-2 em 4,5% e a influenza A em 2,7%. Rinovírus, metapneumovírus e SARS-CoV-2 estão em aumento no país, enquanto VSR e influenza B estão em queda.
A análise da Agência Fiocruz aponta Alagoas, Roraima e Sergipe, 3 das 27 unidades da federação, em nível de alerta, risco ou alto risco, com crescimento nas últimas seis semanas. Nesses estados, o aumento ocorre principalmente em crianças e adolescentes. Em Alagoas e Sergipe, a alta está associada ao metapneumovírus; em Roraima, ainda não há dados suficientes para identificar o vírus.
A incidência de SRAG nas últimas oito semanas foi mais alta em crianças de até 2 anos, associada principalmente a rinovírus, VSR e metapneumovírus.
Cinco capitais aparecem em alerta ou risco
Entre as capitais, Aracaju, Porto Alegre, Rio Branco, São Luís e Vitória, 5 das 27, estão em nível de alerta, risco ou alto risco com crescimento nas últimas seis semanas. Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina aparecem em alerta, risco ou alto risco, mas sem crescimento de longo prazo, conforme o boletim.
Entre as crianças pequenas, VSR e rinovírus se destacam como principais causas de óbito por SRAG, segundo a Fiocruz, e a mortalidade é mais alta a partir dos 65 anos. Em 2026, o país soma 161.053 casos de SRAG notificados, dos quais 86.534, ou 53,7%, tiveram resultado positivo para algum vírus respiratório. A tabela mostra a participação de cada vírus entre esses positivos.
| Vírus | Participação nos positivos de 2026 |
|---|---|
| VSR | 40% |
| Rinovírus | 32,5% |
| Influenza A | 16,2% |
| Influenza B | 5,5% |
| SARS-CoV-2 | 3,8% |
Fiocruz recomenda vacinação a dois grupos
A recomendação do boletim se dirige a dois públicos. Os pesquisadores do InfoGripe pedem que a população prioritária verifique se está em dia com a vacinação contra a covid-19. Para as gestantes, a orientação da Fiocruz inclui também a vacina contra o VSR. A incidência de SRAG por covid-19 segue baixa em todas as faixas etárias, e os casos graves da doença mostram leve aumento em cinco unidades da federação.
Para acompanhar: A Fiocruz publica o boletim InfoGripe toda semana, com a situação da SRAG em cada estado e capital, na Agência Fiocruz de Notícias. Acompanhe também as notícias de saúde infantil.
Perguntas Frequentes
O que o boletim InfoGripe da Fiocruz mostrou sobre a SRAG em crianças?
O boletim InfoGripe da semana epidemiológica 39, divulgado em 8 de outubro de 2026, mostrou leve sinal de retomada da SRAG em crianças e adolescentes de 2 a 14 anos. Nos estados com crescimento, o aumento ocorre principalmente nesse grupo. A incidência segue mais alta em crianças de até 2 anos.
Quais vírus mais aparecem nos casos de SRAG do boletim InfoGripe?
O boletim InfoGripe indica o rinovírus em 52,5% dos casos positivos das últimas quatro semanas, seguido pelo VSR, com 15,8%. A influenza B aparece com 6,5%, o SARS-CoV-2 com 4,5% e a influenza A com 2,7%. Rinovírus, metapneumovírus e SARS-CoV-2 estão em aumento no país.
Onde o boletim InfoGripe registra crescimento da SRAG em outubro de 2026?
O boletim InfoGripe registra Alagoas, Roraima e Sergipe em nível de alerta, risco ou alto risco, com crescimento nas últimas seis semanas. Entre as capitais, estão nessa situação Aracaju, Porto Alegre, Rio Branco, São Luís e Vitória. Em Alagoas e Sergipe, a alta é associada ao metapneumovírus.