Rodrigo Hilbert não conteve as lágrimas ao ouvir, pela primeira vez, um relato delicado da caçula Maria Manoela, de 5 anos. A revelação aconteceu durante a hora de dormir, momento em que o apresentador costuma conversar baixinho com a menina. O episódio, compartilhado por Fernanda Lima no podcast “TeraPira”, ganhou repercussão pela forma sensível com que o casal lidou com o assunto.
No relato, Fernanda detalha que a filha vinha evitando um coleguinha sem explicar o motivo. Foi preciso uma conversa ao pé do ouvido, conduzida por Hilbert, para que a verdade viesse à tona: durante uma brincadeira de esconde-esconde, o menino insistiu em dizer que “ia casar” com ela e, em seguida, deu um beijo em seu rosto. Para a menina, foi uma transgressão que a deixou abalada e silenciosa por quase um mês.
A conversa que trouxe o desabafo
Sem entender a resistência da filha em encontrar o amigo, o casal decidiu investigá-la com cuidado. Na noite em questão, enquanto colocavam Maria Manoela para dormir, Rodrigo pediu que contasse o que havia acontecido, mas sussurrando apenas para ele. Quando a menina pegou no sono, o apresentador acendeu a luz e, emocionado, disse a Fernanda: “Foi o primeiro abusinho dela”. Hilbert chorou ao perceber que a filha se sentira invadida, ainda que o ato não tivesse sido violento.
Segundo Fernanda, o casal se surpreendeu ao descobrir que Maria guardava o incômodo havia quase um mês, sem comentar na escola ou com amigos. Para eles, o episódio marcou o primeiro contato da menina com a ideia de limite corporal e consentimento.
Histórico de incômodos na mesma faixa etária
Esse não foi o único desconforto que Maria Manoela sofreu com colegas da própria idade. Antes do beijo indesejado, a menina já havia procurado a mãe chateada porque um amiguinho lhe mandou “calar a boca”.
Imagem: Internet
Orientações de Fernanda Lima
Ao tentar orientá-la, Fernanda contou que questionou a filha se alguém em casa já usara aquela expressão com ela. Diante da negativa, explicou que o colega provavelmente repetiu algo que ouve de adultos. A apresentadora incentivou Maria a reagir de alguma forma, reforçando que atitudes agressivas, mesmo verbais, não devem ser naturalizadas — ainda que seja difícil impor limites, principalmente quando o interlocutor é um menino.
Fernanda admitiu que ela própria, enquanto mulher adulta, muitas vezes permanece em silêncio diante de situações desconfortáveis. Por isso, conversa sobre o tema ganhou importância extra dentro de casa, na tentativa de fortalecer a autoestima da filha.
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