Anel preso no nariz de menina de 8 anos vira alerta para pais: veja o que fazer

Quem nunca ouviu que menina costuma ser mais sossegada? Elliane Araújo, empresária de Parnaíba (PI), descobriu que a teoria nem sempre se confirma. Durante um passeio de carro, a filha Isabella Maria, 8 anos, resolveu encaixar um anel dentro da narina. Quando percebeu que o objeto não saía, correu para a mãe em busca de socorro — e o celular registrou toda a tensão do momento.

Com uma pinça, Elliane conseguiu retirar rapidamente o acessório, maior que a abertura do nariz e repleto de pequenos corações pontiagudos. O alívio veio acompanhado de um susto: e se o anel tivesse descido para as vias aéreas? O episódio acendeu o alerta sobre o risco de “brincadeiras inocentes” com objetos pequenos.

O susto no banco de trás

Isabella viajava com a tia quando decidiu testar se o anel, presente da mãe para matar a saudade com um beijinho à distância, caberia no nariz. Ao perceber que o plano deu errado, saltou do carro assim que o veículo parou e procurou Elliane. “Fiquei em choque, mas precisava resolver”, lembrou a mãe.

Acostumada às aventuras da filha — que já escalava grades aos 1 ano, quebrou a testa pulando na cama e coleciona tombos de bicicleta —, Elliane optou pela calma. A retirada caseira funcionou, mas poderia ter terminado de outra forma.

Quando levar ao pronto-socorro

A otoneurologista Jeanne Oiticica, chefe do Grupo de Pesquisa em Zumbido do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, orienta que qualquer objeto preso na narina seja motivo para ida imediata ao pronto-socorro.

Risco de complicações

Segundo a médica, a principal preocupação é o item escorregar para a traqueia, provocando engasgo ou sufocamento. “Mesmo com boa intenção, pais não dispõem da técnica nem dos instrumentos adequados e podem agravar a situação”, alerta. No trajeto até o hospital, a recomendação é manter a criança sentada, reduzindo a chance de deslocamento do objeto.

Na maioria dos casos, a remoção acontece facilmente na emergência. Se o item desce pelas vias aéreas, pode ser necessária cirurgia. Estatísticas citadas pela especialista indicam que cerca de 4 % dos incidentes acabam em internação e 0,7 % resultam em óbito.

Ficou curioso sobre outras histórias inusitadas do dia a dia com crianças? Continue acompanhando nossos conteúdos e não perca as próximas atualizações.

Marianna Dantas
Marianna Dantashttps://cadapassoimporta.com.br/
Mãe, blogueira e uma eterna apaixonada pelo universo infantil. Criei o "Cada Passo Importa" como um cantinho seguro para compartilhar minhas descobertas e ajudar outras famílias a encontrarem produtos incríveis, testados com carinho e com o melhor preço. Meu objetivo é trazer mais segurança e tranquilidade para a sua jornada. Bem-vinda à nossa comunidade!

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