Patrícia Oliveira, 24 anos, passou toda a gestação acreditando esperar a pequena Helena. Roupinhas cor-de-rosa, laços e vestidos já lotavam o guarda-roupa quando, na mesa de cirurgia, enfermeiras avisaram: “Não é a Helena, podem trocar o nome”. O choque veio após quatro ultrassons apontarem 99% de chance de ser menina.
O erro só foi revelado depois de 18 horas de indução frustrada e uma cesariana de urgência. Entre a tensão do parto e a surpresa, nasceu Harry, que precisou passar sete dias na UTI neonatal. A história viralizou nas redes sociais e reacendeu o debate sobre a confiabilidade dos exames de imagem.
Da expectativa ao susto na sala de parto
Patrícia descobriu a gravidez ainda na quarta semana, junto com um diagnóstico de pressão alta que classificou a gestação como de risco. Mesmo fora dos planos, a notícia foi recebida com alegria. Quatro ultrassonografias — duas obstétricas, uma morfológica e uma doppler — foram realizadas. Três delas, na mesma clínica particular, confirmaram, com a mesma médica, que o bebê seria uma menina.
Com o resultado em mãos, a família investiu no enxoval: “Foi a primeira neta dos dois lados, todo mundo comprou algo”, conta a atendente de loja. O quarto e as lembrancinhas já estampavam o nome Helena. A última ultrassonografia, feita em uma UBS, não conseguiu visualizar o sexo porque o feto estava de pernas cruzadas, mas o casal manteve a confiança nos laudos anteriores.
Erro de ultrassom e impactos na família
O parto começou com indução, mas sem dilatação correta. Na cesárea de emergência, Harry aspirou mecônio e nasceu em sofrimento fetal. Enquanto o pai era informado do sexo real, Patrícia ainda estava anestesiada. “Foi um misto de susto e alívio por ele estar vivo”, relembra.
Após uma semana na UTI, a saúde do recém-nascido se estabilizou. Já o enxoval cor-de-rosa foi doado. Familiares correram para comprar roupas de menino; algumas peças esquecidas do irmão caçula de Patrícia, hoje com 7 anos, também foram aproveitadas.
Imagem: Internet
Quais exames oferecem maior precisão?
A ultrassonografia costuma indicar o sexo apenas a partir da 15ª semana, com margem maior de falha. Já a sexagem fetal, exame de sangue disponível desde a 8ª semana, alcança cerca de 99% de precisão ao buscar fragmentos do cromossomo Y na corrente sanguínea materna. O procedimento não invasivo varia de R$ 300 a R$ 700.
Mais de um milhão de visualizações depois, Patrícia virou referência involuntária para gestantes desconfiadas. O recado dela é direto: “Façam exames em lugares diferentes e, se possível, acrescentem a sexagem fetal”. Na próxima gravidez, ela planeja apostar em cores neutras: “Vai que acontece de novo, né?”.
Curte acompanhar histórias reais de maternidade? Fique de olho em nossos próximos conteúdos e compartilhe este relato com quem também está esperando um bebê!