Numa região afastada do mapa, onde o acesso a especialistas é raro, um casal da Papua-Nova Guiné vive uma maratona para salvar a vida dos filhos. Fatima Tinga deu à luz gêmeos siameses em 9 de outubro, surpresa que virou urgência médica assim que os bebês vieram ao mundo unidos pelo abdômen. Desde então, a rotina da família se resume a corredores de hospital, formulários de imigração e a esperança de uma cirurgia que só existe fora do país.
Os garotos, batizados de Tom e Sawrong, compartilham parte dos órgãos internos, mas têm membros e genitália próprios. Um deles enfrenta ainda mais obstáculos: nasceu com um defeito cardíaco congênito e apenas um rim funcional. O caso exige infraestrutura hospitalar que a capital Port Moresby não oferece — e é aí que começa a jornada internacional dos pais.
Nascimento longe dos grandes centros
Fatima passou todo o pré-natal ouvindo dois batimentos cardíacos, mas sem indicação de que os fetos estavam conectados. A descoberta ocorreu somente na sala de parto do hospital Braun Memorial, em Finschhafen, cidade sem unidades de alta complexidade. Depois de estabilizados, Tom e Sawrong foram transferidos para o Hospital Geral de Port Moresby, o maior da Papua-Nova Guiné.
Corrida por tratamento fora do país
A primeira tentativa da família foi uma cirurgia na Austrália. Contudo, a estimativa de custos — incluindo transporte aéreo especializado — inviabilizou o plano. O Sydney Children’s Hospitals Network chegou a avaliar o prontuário, mas recomendou que a transferência não prosseguisse.
Alemanha surge como esperança
Sem alternativa local, os pais se voltaram para a Europa. O Hospital Universitário de Freiburg, na Alemanha, ofereceu tratamento completo sem cobrança de honorários. Mesmo assim, restam dois grandes desafios: obter vistos em tempo recorde e garantir um voo com equipamentos médicos a bordo para manter os meninos estáveis durante a viagem.
Imagem: Internet
Até que isso ocorra, Tom e Sawrong continuam em Port Moresby sob monitoramento constante. A família, agora, concentra esforços em campanhas e contatos diplomáticos para vencer a burocracia e viabilizar a transferência.
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