O que Olivia Bitencourt mais ouvia em casa era o pedido insistente do filho Henrique, de 10 anos: “quero um irmão”. A advogada, de São Paulo, também acalentava esse desejo, especialmente por sonhar com uma menina — raridade na família do marido, William, onde só nascem meninos. Em dezembro, ela retirou o DIU e iniciou a tentativa do segundo bebê, mas não imaginava o tamanho da surpresa que viria.
Após um início de ano marcado por perdas — a doença grave da irmã, a morte do pai e um aborto espontâneo — Olivia encontrou forças para recomeçar. Meses depois, um teste de farmácia positivo a deixou empolgada, mas cautelosa. No ultrassom de confirmação, a emoção explodiu: primeiro, duas bolinhas na tela; em seguida, o médico avisou que havia mais uma. “São três”, contou ele. Ela chorou e riu ao mesmo tempo, enquanto o marido ficava em choque e o primogênito caía na gargalhada.
Do sonho ao ultrassom surpreendente
Henrique pedia um irmão desde os 9 anos, e o casal não tinha pressa para aumentar a família. Depois da retirada do DIU, porém, a trajetória foi turbulenta. Olivia engravidou, mas sofreu um aborto espontâneo logo após um ultrassom que não identificou o feto. O momento mais duro foi contar a perda ao menino, que tanto aguardava uma companhia.
Recuperada, Olivia tentou novamente e adotou a cautela: só fez o exame de imagem depois de alguns dias do resultado positivo. Foi aí que recebeu a notícia dos trigêmeos. A reação familiar foi intensa: abraços, choro e muita incredulidade, já que não há histórico de gestações múltiplas na família.
Rotina adaptada e preparação para a chegada dos bebês
No segundo trimestre, a gestação segue estável, mas é classificada como de risco. Sem enjoos ou azia, Olivia sente apenas cansaço maior no fim do dia devido ao trabalho sedentário. Henrique mostra-se um irmão zeloso: ajuda a mãe no metrô, beija a barriga diariamente e conta a novidade aos colegas.
Imagem: Internet
O quarto de Henrique será reformado para receber os trigêmeos; o primogênito ganhará um novo espaço. Nas redes sociais, o vídeo da revelação viralizou e rendeu à advogada convite para um grupo de mães de trigêmeos, onde troca dicas sobre parto, amamentação e rotina.
Nome, sexo e parto em debate
O parto está previsto para abril, mas pode ocorrer antes, por se tratar de gravidez múltipla. O chá-revelação acontece em novembro, e Olivia torce por “duas meninas e um menino” para equilibrar a casa. Na lista feminina estão Larissa, Mariana e Isadora. Para meninos, as opções ainda dividem opiniões: Roberto (preferido do pai), Antônio (sugestão de Henrique) e Joaquim (favorito de Olivia). A escolha final ficará para depois da descoberta dos sexos.
Com muitos ajustes pela frente, a família Bitencourt vive dias de expectativa — agora multiplicada por três corações batendo. Acompanhe nossos próximos conteúdos para saber como essa história avança e outras reportagens sobre maternidade e cotidiano.