Nem toda adolescente que recorre aos anticoncepcionais está pensando apenas em evitar uma gravidez. Para muitas, a prescrição acontece bem antes da vida sexual ativa e mira alvos como acne severa, cólicas incapacitantes ou sangramentos menstruais abundantes. Nessas situações, explicar as opções disponíveis e seus efeitos faz toda diferença.
Segundo a hebiatra Jadiânia Pedrosa, de Salvador (BA), a escolha do método precisa respeitar critérios de elegibilidade que consideram idade, histórico de saúde e objetivo do tratamento. A avaliação individual é o ponto de partida para definir se a pílula, o implante subdérmico ou o Dispositivo Intrauterino (DIU) é o caminho mais seguro.
Quando o anticoncepcional entra em cena antes dos 18
Para adolescentes com acne grave, fluxos menstruais que chegam a alterar exames de hemograma ou cólicas intensas, os contraceptivos orais podem ser prescritos como terapia. Nesses casos, a pílula hormonal atua no controle dos sintomas e dá qualidade de vida à paciente.
Já quando a preocupação é, de fato, a contracepção, entram em jogo outros formatos além da pílula. Injeções hormonais, DIU e implantes compõem o arsenal disponível, mas a decisão final sempre passa pelo crivo médico.
Métodos de longa duração ganham espaço entre especialistas
De acordo com a médica, os chamados métodos de longa duração tornaram-se as principais recomendações para adolescentes sexualmente ativas. Eles reduzem a necessidade de lembrar diariamente de tomar comprimidos e apresentam altas taxas de eficácia.
Implante subdérmico e DIU: como funcionam
O implante subdérmico, um pequeno bastão colocado sob a pele do braço, libera hormônio continuamente por três anos e pode ser inserido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a partir dos 14 anos.
Imagem: Internet
O DIU, disponível nas versões hormonal e não hormonal, também não possui limite mínimo de idade. No entanto, em menores de 18 anos, a colocação só ocorre com consentimento formal dos responsáveis por se tratar de um procedimento invasivo, ressalta Jadiânia.
No fim das contas, todo anticoncepcional para adolescentes exige avaliação caso a caso. A orientação médica garante que o método escolhido seja, ao mesmo tempo, seguro e eficaz para cada jovem.
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