Um post publicado pelo governo federal na última terça-feira (21) sacudiu as redes sociais. A mensagem anunciava que, a partir de 2027, pais poderão ficar 10 dias afastados do trabalho logo após o nascimento dos filhos — hoje, a folga é de cinco dias. O plano ainda mira 30 dias de licença em 2031.
A novidade animou parte do público, mas também despertou críticas de ativistas e celebridades que consideram o prazo insuficiente. O tema depende da aprovação do Projeto de Lei 3935/2008, em regime de urgência na Câmara dos Deputados, e tem Pedro Campos (PSB-PE) como relator.
Novo cronograma da licença-paternidade
De acordo com o texto divulgado, o avanço será gradual. A primeira etapa está marcada para 2027, quando a licença duplicaria para 10 dias. Quatro anos depois, em 2031, o período chegaria aos 30 dias pretendidos. O governo também propõe que o pagamento desse benefício passe a ser feito pela Previdência Social, e não mais diretamente pelo empregador.
Reações divididas nas redes
Nos comentários da publicação oficial, vozes conhecidas chamaram atenção. A atriz Leandra Leal questionou o longo intervalo até a ampliação total: “10 dias não é suficiente; 30 dias já seria o mínimo, e precisa valer antes”. O ator e apresentador Tadeu França, ligado à Coalizão Licença-Paternidade, também disparou: “Defender 10 dias como vitória não faz sentido quando lutamos por 30”.
Imagem: Internet
Principais pontos do PL 3935/2008
- 10 dias de licença a partir de 2027;
- 30 dias em 2031;
- Custeio integral pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS);
- Tramitação em regime de urgência na Câmara dos Deputados.
Por enquanto, o aumento da licença ainda depende do aval dos deputados. Até lá, pais, mães e especialistas seguem acompanhando cada passo do debate que promete mexer na rotina de milhares de famílias brasileiras. Fique ligado em nossas próximas publicações para mais atualizações sobre direitos trabalhistas e temas de interesse da primeira infância.