Quando um casamento chega ao fim, as primeiras perguntas costumam girar em torno dos filhos: como eles vão reagir, o que precisam ouvir, de que forma manter a rotina em pé? Foi exatamente esse o tom do pronunciamento de Tata Estaniecki, 31, depois de confirmar a separação de Júlio Cocielo, 32. Em meio a milhares de mensagens dos seguidores, a influenciadora disse que, por enquanto, tudo gira em torno do bem-estar de Beatriz, 5, e Caio, 2.
No vídeo divulgado nos stories nesta terça-feira (21), Tata agradeceu o carinho do público e contou que precisou de alguns dias para “organizar as ideias” antes de voltar a gravar. O relato reacendeu o debate: afinal, como explicar a um bebê ou a uma criança pequena que a casa vai mudar?
Primeira fala de Tata após o fim do casamento
“Precisei desse tempo para focar 100% nas crianças; o foco agora realmente é estarmos bem para que eles fiquem bem”, disse Tata. A empresária reforçou que a rotina de trabalho já foi retomada: houve gravação do quadro Maternidelas pela manhã e, à noite, participação ao vivo no podcast Pod Delas.
A separação foi anunciada por Cocielo na quinta-feira (16) em publicação no Instagram. Na legenda, o influenciador lembrou os nove anos de relação, os “sonhos realizados” e fez questão de frisar que o casal está em paz com a decisão: “Jamais deixem de acreditar no amor”, escreveu.
Como contar a separação às crianças
Especialistas em desenvolvimento infantil lembram que, independentemente da idade, o cenário ideal envolve rotina estável, linguagem simples e presença afetiva. Veja orientações pontuais para cada fase.
Passo a passo por faixa etária
Bebês de até 2 anos
Segundo a psicóloga Rita Calegari, bebês sentem a tensão do ambiente mesmo sem entender a causa. Hormônios ligados ao estresse, como o cortisol, passam pelo leite materno e deixam os pequenos mais irritados. Para amenizar o impacto, recomenda-se manter o colo, as mamadas e outros rituais diários, além de contar com apoio de familiares — avós costumam transmitir segurança extra.
Imagem: Internet
Crianças de 3 a 7 anos
Nessa etapa, o egocentrismo infantil faz muitos se culparem pela separação. A psicanalista Giselle Groeninga orienta evitar que o filho veja malas sendo carregadas. Mostre a nova casa, inclua-o na escolha do quarto e esclareça, com objetividade, que a decisão é dos adultos. Choro, regressão ou birras são sinais de alerta; se persistirem, vale buscar ajuda profissional.
Após a conversa inicial, o casal precisa alinhar horários, visitas e atividades para garantir previsibilidade. “Segurança vem da continuidade emocional”, resume Giselle.
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