Seu filho parece uma “pilha” quando chega a noite? A cena é comum: enquanto os pais lutam para que o pequeno pegue no sono, a criança pula, pede mais um desenho ou reclama que não consegue fechar os olhos. Nessas horas, muita gente pensa em recorrer a um remédio para acalmar.
Mas será que existe calmante realmente seguro para criança? A pediatra Ana Maria Escobar, professora da Faculdade de Medicina da USP e consultora do programa Bem Estar, afirma que medicamentos não atacam a causa do problema e ainda podem trazer efeitos indesejáveis. O ponto central, ela reforça, é ajustar comportamento, ambiente e rotina.
Por que o sono não chega
Dificuldade para dormir costuma estar ligada a fatores como uso de telas perto da hora de deitar, brincadeiras agitadas no fim do dia, horários irregulares, medo do escuro, ansiedade ou sonecas longas durante o dia. Quando a criança se acostuma a adormecer apenas no colo ou em um cômodo específico, o cérebro passa a exigir essas “condições especiais”, prolongando ainda mais o processo de pegar no sono.
Medicamentos não são atalho
Mesmo sendo tentador, oferecer um calmante não resolve o quadro de agitação noturna. Segundo Ana Maria Escobar, esses fármacos podem provocar sonolência durante o dia, mudanças de humor, agitação paradoxal e até risco de dependência. Por isso, especialistas recomendam que pais invistam primeiro em ajustes no cotidiano da família.
Imagem: Ana Maria Escobar
Como criar uma rotina de sono tranquila
Estabelecer ritual simples ajuda o corpo da criança a entender que a hora de descansar chegou. Vale apostar em um banho morno, ler uma história ou tocar música suave com as luzes baixas. Manter horário fixo para deitar, reduzir o uso de telas à noite e evitar brincadeiras muito estimulantes são estratégias que costumam funcionar.
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