A decisão sobre quando parar de amamentar costuma ficar entre mãe e filho. Foi assim que a doula e consultora de amamentação Deise Caroline, 35 anos, de Campinas (SP), escolheu seguir nutrindo a pequena Catarina, hoje com 5 anos. Até que um vídeo publicado nas redes sociais, onde aparecia oferecendo o peito à menina, virou alvo de críticas ferozes.
O conteúdo, pensado para normalizar a amamentação prolongada, recebeu apoio de muitas mulheres que vivem situação parecida. Mas também despertou reações agressivas: ataques, julgamentos morais e até ameaças de denúncia à polícia.
A repercussão surpreendeu Deise, que há anos fala sobre aleitamento materno, mas não havia mencionado publicamente que a filha mais velha continuava mamando. “Compartilhei porque sei que muita gente passa por isso e é julgada”, disse.
A enxurrada de reações nas redes
Logo após o post, a timeline de Deise foi tomada por comentários. Parte dos seguidores se identificou; outra parte a acusou de “exploração sexual” e prometeu registrar boletim de ocorrência. Mensagens de conotação sexual também chegaram, vindas de perfis suspeitos. “Nos primeiros dias fiquei apavorada”, contou.
Medidas de proteção no ambiente digital
Para lidar com a situação, a doula denunciou e bloqueou os usuários que passaram dos limites, além de restringir comentários no vídeo. No começo, ainda tentou responder educadamente, mas desistiu. “Não queria essa energia para a minha vida”, afirmou.
Imagem: Internet
Amamentação estendida sem prazo para acabar
Hoje, Catarina mama menos vezes ao dia e por períodos curtos. A mãe garante que o ato não a incomoda e que o desmame acontecerá de forma natural. Quando questionada, a menina costuma responder, em tom de brincadeira, que vai parar aos seis anos.
Dentro de casa, a rede de apoio faz diferença. O marido de Deise sempre endossou a decisão e, segundo ela, foi fundamental para que a amamentação chegasse tão longe. Familiares que inicialmente desaprovaram acabaram respeitando o limite estabelecido pela mãe.
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