Uma das maiores estrelas do surfe feminino, Tatiana Weston-Webb, 29 anos, acaba de trocar o ritmo acelerado do circuito mundial por um momento que ela define como “o mais emocionante da vida”. Medalhista de prata em Paris 2024 e campeã pan-americana, a gaúcha revelou estar grávida de sua primeira filha com o também surfista Jessé Mendes.
No sétimo mês de gestação, a atleta decidiu se afastar temporariamente das competições para viver a maternidade sem pressa. “Ser mãe sempre foi um sonho”, disse, radiante, ao confirmar a pausa que deve durar até depois do nascimento, previsto para o fim de janeiro de 2026.
Gravidez planejada e descoberta em alto-mar
Tatiana contou que pensava engravidar logo após as Olimpíadas, mas seguiu competindo até sentir sinais de esgotamento. Em conversa com a psicóloga, recebeu alerta de possível burnout e resolveu priorizar a saúde. Durante essa pausa, soube que a temporada 2026 da World Surf League (WSL) começará em abril, algumas semanas mais tarde que o habitual. O novo calendário abriu espaço para ela ser mãe e voltar ainda no auge.
A confirmação da gravidez aconteceu de forma inusitada, dentro de um barco no oceano Índico, enquanto o casal surfava ondas na Indonésia. “Fiz o teste no banheiro e saí com o maior sorriso do mundo”, lembrou. Pouco depois, veio a surpresa: o bebê é uma menina, algo que emocionou a surfista que há anos inspira garotas ao redor do planeta.
Volta à elite e espaço para mães atletas
Parto no Brasil e treinos adaptados
A menina nascerá em Garopaba, Santa Catarina, onde o casal constrói a casa da família. A escolha, explicou Tati, leva em conta o acolhimento médico local e o suporte do Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Mesmo grávida, ela continua na água com cautela e segue um programa de mobilidade e fortalecimento orientado por profissionais do COB, focado em facilitar o parto e acelerar a recuperação.
Imagem: Internet
Além do momento pessoal, a gestação reacende o debate sobre mães no esporte profissional. Tati cita exemplos de Carissa Moore e Jane Macaulay e defende mudanças que garantam às surfistas condições de competir após a maternidade. “Já provamos que há espaço para mulheres na elite. Agora, queremos mostrar que também há espaço para mães surfistas.”
A intenção da brasileira é retornar às competições sem perder o vínculo cotidiano com a filha. “Quero ser uma mãe presente e uma atleta de alto rendimento”, afirmou. Com a nova fase batendo à porta, ela se mantém confiante em surfar as ondas da maternidade e, em breve, as do circuito mundial.
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