Quando decidiu ser mãe, Yara Laís Teixeira, hoje com 24 anos, não imaginava que a vida mudaria de forma tão rápida — e tão grande. Menos de quatro anos depois do primeiro passo, ela e a esposa, Laís Tomio, de 29, já dividem a casa em Guabiruba (SC) com quatro crianças que chegaram por adoção. Energia, planejamento e muita leitura sobre o tema viraram parte da rotina das empresárias, que contam a história da família no perfil @maes_poradocao.
O ritmo acelerado, de acordar durante a madrugada até organizar terapias e escola, não assusta o casal. “Estou vivendo exatamente o que queria: ter pique para brincar, correr e colocar todo mundo para dormir cedo”, resume Yara. A jornada começou quando ela ainda tinha 20 anos e não parou mais.
Primeiro contato com a adoção veio aos 20 anos
Em 2021, enquanto aguardava tanto pela fila de adoção tradicional quanto por uma possível fertilização in vitro, Yara recebeu no grupo do Sistema de Busca Ativa a história de Kalebe, então com 2 anos, autista e morador de Manaus (AM). O perfil encaixava no que as duas procuravam. Depois de duas semanas de aproximação presencial, a guarda foi concedida, e a adoção saiu em maio de 2023.
Menos de um mês depois, outro telefonema surpreendeu o casal: Caio, 2 anos, com suspeita de autismo, precisava de família em Gaspar (SC), a 40 minutos de carro. A aproximação durou poucos dias, e a adoção foi concluída em abril de 2024. “Bateu insegurança, mas virou amor muito rápido”, conta Yara.
Em maio de 2025, pelo mesmo cadastro, surgiu Bruno, de 11 meses, diagnosticado com paralisia cerebral e acolhido em Sorocaba (SP). A primeira família habilitada desistiu, e Yara fez questão de não voltar para casa sem o menino. Joana, 2 anos, fechou o time em junho de 2025: a menina autista vivia em Capinzal (SC) e carregava traumas de fome e de falta de cuidado.
Rotina intensa e apoio terapêutico
Para dar conta do dia a dia, as mães estabeleceram horários rígidos. Duas crianças estudam de manhã, duas à tarde, e todas estão na cama por volta das 20h. Madrugadas sem choro são comemoradas, mas encaradas como exceção.
Imagem: Internet
Yara, universitária de Terapia Ocupacional e com cursos sobre autismo, coordena as intervenções com fonoaudiólogos e fisioterapeutas. A adaptação escolar foi tranquila para Caio, Bruno e Joana; já Kalebe evoluiu “de passinho em passinho” até gostar da sala de aula.
Desafios e alegrias no dia a dia
Lidar com traumas, birras e comentários alheios ainda é parte do pacote. “Precisamos entender o que é trauma e o que é comportamento típico de criança”, explica Yara. Entre as vitórias, ela coloca no topo a primeira comemoração do Dia das Mães com os quatro participando das apresentações na escola.
Para quem pensa em seguir pelo mesmo caminho, a empresária reforça: é preciso estudar muito sobre adoção real e conversar com famílias que já passaram pelo processo. “É uma responsabilidade gigante; estamos falando de vidas”, diz.
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