Mariana Durante passou duas décadas sem imaginar que seu registro de nascimento guardava mais segredos do que seu próprio sobrenome. Criada em São Paulo, a jornalista acreditava ter vindo ao mundo na capital paulista, até que, em uma conversa franca com os pais, descobriu uma verdade que mudou completamente o rumo de sua história: ela havia sido adotada ainda bebê.
Hoje, aos 35 anos, Mariana relembra o dia em que soube da adoção e como a notícia se transformou em ponto de partida para uma investigação pessoal — repleta de ruas sem saída, documentos perdidos e, recentemente, um teste de DNA que escancarou uma pista concreta sobre sua família biológica.
O segredo revelado e a primeira tentativa de encontrar a origem
Ao completar 20 anos, Mariana foi informada de que nascera no Hospital Santo Amaro, no Guarujá, litoral de São Paulo, em 6 de abril de 1990, após uma gestação marcada por episódios de violência doméstica. Segundo o relato dos pais adotivos, um chute dado pelo genitor na barriga de sua mãe biológica provocou o parto prematuro, aos sete meses de gravidez. Sem condições financeiras para criar a filha, a mulher — natural da Paraíba — entregou o bebê para adoção logo após a alta hospitalar, registrada apenas em junho do mesmo ano.
Com o primeiro nome da mãe biológica, a certidão de nascimento e poucas pistas, a jornalista tentou obter prontuários no hospital onde nasceu, mas descobriu que uma enchente destruíra a maior parte dos arquivos. O caso esfriou por alguns anos, até que ela decidiu investir em um exame genético em busca de possíveis predisposições médicas — e, quem sabe, algum parente perdido.
Teste genético identifica parente e reacende esperança
O exame escolhido por Mariana foi o Genera, da Dasa. Além do painel de saúde, a plataforma oferece a opção “Busca por Parentes”. Foi aí que surgiu o primeiro sinal concreto: um primo de segundo grau, pertencente ao lado paterno. O contato começou por e-mail, e o parente indicou quem poderia ser o pai biológico da repórter.
Imagem: Internet
Mariana já enviou seus documentos e aguarda retorno, na expectativa de avançar nessa parte da árvore genealógica. Enquanto isso, localizar a mãe continua sendo o maior desafio. Com nome completo dela e dos avós maternos, restam duas alternativas: acionar a Justiça para reconhecimento de maternidade ou contratar um detetive — caminhos que, por enquanto, ela prefere adiar.
Dica de quem vive a busca pela própria história
Apesar dos obstáculos, a jornalista segue confiante e deixa um recado para quem se encontra na mesma situação: “Não tenham medo de procurar a própria história. É um direito seu. Mas esteja preparado para qualquer resultado e não crie expectativas. Apenas viva o momento”.
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