Mãe espera 20 dias para dar o primeiro banho no filho e levanta debate sobre cuidados com recém-nascidos

A nutricionista Gabrielle Mattos Tavares, 28 anos, de Foz do Iguaçu (PR), virou assunto nas redes depois de revelar que só levou o filho Alexandre para a água depois de 20 dias de vida. A postagem, feita a pedido de seguidoras curiosas, ultrapassou o círculo de quem já acompanhava a rotina naturalista da mãe e ganhou repercussão nacional.

O tema acendeu discussões sobre higiene, tradição e ciência: afinal, recém-nascido precisa mesmo de banho diário? Enquanto alguns internautas aplaudiram a decisão, outros questionaram possíveis riscos. Entre argumentos práticos e referências culturais, o gesto de Gabrielle trouxe à tona orientações médicas e escolhas pessoais que cercam os primeiros dias do bebê.

Relato que saiu dos Stories e viralizou

Gabrielle conta que sempre seguiu uma linha “mais integrativa”, com poucos produtos químicos. Inspirada em práticas de comunidades indígenas e povos africanos, ela optou por manter o vérnix caseoso – aquela camada esbranquiçada que cobre a pele do bebê – pelo maior tempo possível.

Sem o banho tradicional, a rotina ficou mais trabalhosa: a família limpava Alexandre com lenço de algodão puro, chá de camomila e óleo de coco nas dobrinhas. “O banho é prático e prazeroso, mas quis esperar”, relata. Na maternidade, segundo ela, as enfermeiras apoiaram o plano.

O post explicativo foi escrito em cinco minutos e rapidamente recebeu comentários de todo o país. Algumas pessoas elogiaram o resgate de hábitos naturais; outras demonstraram preocupação com a ausência de água e sabão por quase três semanas.

O que diz a medicina sobre adiar o banho

Recomendações oficiais

A pediatra e neonatologista Mônica Carceles Fráguas, do Hospital e Maternidade Pro Matre, lembra que o vérnix protege a pele, ajuda a regular a temperatura e pode ter efeito antimicrobiano. Por isso, a Organização Mundial da Saúde recomenda postergar o primeiro banho por, no mínimo, 24 horas após o nascimento — em algumas culturas, seis horas já são consideradas suficientes.

Para a especialista, estender o prazo além de um dia não traz benefícios comprovados. “Não existem riscos descritos em adiar tanto, mas, teoricamente, o bebê pode ficar mais suscetível a irritações ou infecções de pele”, afirma. O mais importante, segundo ela, é equilibrar higiene e preservação do vérnix, respeitando clima, cultura e condições de saúde da criança.

Quando finalmente entrou na banheira, aos 20 dias, Alexandre tomou banho apenas com sabão de Castela — feito de azeite de oliva, sem fragrâncias. A mãe garante que a experiência foi positiva: “Ele amou a água e a pele se manteve protegida, sem assaduras nem odores”. Gabrielle pretende seguir com produtos naturais e evitar itens perfumados.

Entre críticas e apoios, a nutricionista destaca que não deseja ditar regras: “Só compartilhei minha vivência. Cada família deve buscar informação e fazer o que achar melhor”.

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Marianna Dantas
Marianna Dantashttps://cadapassoimporta.com.br/
Mãe, blogueira e uma eterna apaixonada pelo universo infantil. Criei o "Cada Passo Importa" como um cantinho seguro para compartilhar minhas descobertas e ajudar outras famílias a encontrarem produtos incríveis, testados com carinho e com o melhor preço. Meu objetivo é trazer mais segurança e tranquilidade para a sua jornada. Bem-vinda à nossa comunidade!

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