Todo casal conhece aquela cena: um pequeno desentendimento que começa com a melhor das intenções e termina em caras feias. Para a pedagoga Mariana Ruske, fundadora da Senses Montessori School, a raiz de muitos desses choques mora em algo simples: o temperamento de cada um. Publicado em 8 de agosto de 2025, o artigo “Temperamentos: a chave da harmonia nas relações” mostra como identificar os quatro perfis clássicos — colérico, sanguíneo, fleumático e melancólico — pode transformar a rotina a dois.
Ruske defende que, ao conhecer as próprias tendências e as do parceiro, é possível antecipar reações, evitar mal-entendidos e trocar frustração por empatia. Ela ilustra a ideia com histórias cotidianas, nas quais um comentário prático ou um silêncio prolongado ganham novos significados quando vistos pela lente do temperamento.
O que são os quatro temperamentos
Originado nos estudos de Hipócrates e detalhado por autores como Tim LaHaye, o conceito divide as pessoas em quatro grupos básicos:
- Colérico – determinado, orientado a resultados e focado em atos de serviço. Costuma demonstrar amor resolvendo questões práticas.
- Sanguíneo – extrovertido, comunicativo e alimentado por palavras de afirmação. Valoriza elogios e conversas cheias de energia.
- Fleumático – calmo, estável e leal. Prefere tempo de qualidade em ambientes tranquilos para se sentir conectado.
- Melancólico – introspectivo, analítico e atento aos detalhes. Gosta de presentes significativos e gestos planejados.
Quando a teoria encontra a vida real
Para mostrar o impacto desses perfis na prática, Mariana relata duas situações. Na primeira, quase foi atingida por um carro ao atravessar a rua. Ao contar o susto em casa, esperava consolo, mas recebeu uma bronca objetiva do marido, dono de um temperamento colérico/melancólico. Só depois percebeu que a repreensão era, na verdade, a forma dele de cuidar.
Em outro episódio, durante uma viagem de trabalho apertada, ela enviou mensagens carinhosas cheias de emojis. A resposta do parceiro veio seca: “Se cuida e descansa”. Horas depois, descobriu que ele havia feito o check-in por ela e garantido um upgrade de assento — um gesto prático, típico de quem expressa afeto resolvendo problemas.
Imagem: um médico ou especialista altamente qua
Como esse conhecimento pode ajudar
Ao reconhecer diferenças de temperamento, o casal passou a ajustar expectativas. O colérico ganhou espaço para “consertar” as coisas, enquanto a sanguínea recebeu a validação emocional que precisava. A mesma lógica vale, segundo a pedagoga, para a relação com os filhos: entender traços herdados torna o convívio mais leve e até divertido.
Ruske conclui que conhecer temperamentos não elimina conflitos, mas cria pontes para o diálogo. Ao planejar um jantar, por exemplo, vale pensar em algo prático para o colérico, elogios para o sanguíneo, um momento sossegado para o fleumático e um detalhe cheio de significado para o melancólico. Com pequenas adaptações, cada um se sente visto e valorizado.
Quer mais conteúdos sobre relacionamento, educação e bem-estar? Acompanhe nossas próximas matérias no Discover e compartilhe com quem também pode se beneficiar dessa leitura.